quarta-feira, 23 de junho de 2010
Deus existe mesmo?
Todos os dias estamos assistindo tragédias e mais tragédias que hoje já aconteceram em todos os continentes. São, além das já costumeiras cenas de crimes hediondos, prisões de figurões, corrupção, tráficos e outros crimes, os gritos da natureza através de terremotos, maremotos, furacões, deslizamento de morros, enchentes, chuvas além da medida corrente.
Nestes últimos dias alguns municípios dos estados de Alagoas e Pernambuco foram arrasados pela enchente dos rios que correm nestas localidades. São cenas chocantes. Uma senhora entrevistada disse: “Nossa cidade se acabou, perdemos tudo, nossos sonhos, nossa casa, o futuro de nossos filhos”.
Um homem na cidade de Barreiras em Alagoas onde se deu uma das maiores destruições disse que não acredita que havia Deus nessa terra, mas ao sobreviver diante da tragédia que assolou sua cidade, acreditando que foi uma intervenção sobrenatural, afirmou: “agora eu creio que existe Deus na terra”.
A minha mente se encheu de perguntas: Será que para crermos em Deus precisamos experimentar dores, perdas ou tragédias? Será que precisamos presenciar alguma ação que admitimos ser sobrenatural para afirmar a existência de Deus?
Quando olhamos para o mundo em que vivemos e buscamos a firmação da existência de Deus além das que Ele mesmo deixou, ou seja, a natureza, o firmamento, os animais, as árvores e, sobretudo o ser humano feito como Ele mesmo é, não teremos muitas respostas satisfatórias.
Quando vemos todos os dias tragédias, desastres ecológicos, injustiças, terremotos, enchentes, vulcões praticamente extintos entrando em erupção, e por acreditar que se Deus fosse Deus mesmo Ele teria a obrigação de interferir nesse curso desordenado da natureza, só resta dizer Deus não existe.
Poder afirmar a existência de Deus somente depois de enfrentar grandes perdas e dores ou presenciar de alguma forma um livramento sobrenatural, um milagre não será uma tentativa de enquadrá-lo em um sistema de intervenções que provam ou não a sua existência?
Muitos céticos de séculos passados já quiseram de muitas formas negar a existência de Deus por não saber explicá-lo. Negavam a existência de Deus imaginando-o um ser superior ao homem muitas vezes mais, contudo sendo finito o suficiente para poder a mente humana explicá-lo.
Mas como explicar Deus? A mente humana não consegue mensurá-lo!
Deus é Deus e não precisa provar nada pra nada afirmar a sua existência. Deus é Deus intervindo ou não na vida humana ou na natureza. Ele mesmo disse: “Eu sou”.
A inexistência de Deus só cabe na mente daqueles que querem entender tudo, explicar tudo, dar uma razão para tudo que acontece nesse mundo, seja com os homens seja com a natureza.
Deus não é um homem superior aos homens. Portanto nenhuma referência pode ser tomada dos homens para tentar explicá-lo. A justiça dele não tem precedente nem na mente dos mais espirituais. A Sua justiça perdoa Manassés que queimou filhos em sacrifício, mas exige de Oséias que case com uma prostituta para ser uma espécie de analogia do seu amor a Israel. A justiça dele fere a si mesmo exigindo a morte do seu filho para não ferir de morte eterna os demais filhos criados por ele, os seres humanos.
Fomos feitos para duvidar de nós mesmos e não de Deus. Se lá no Éden os nossos pais tivessem duvidado deles mesmos, não teriam duvidado de Deus que disse que se comessem daquele fruto morreriam.
Deus existe mesmo que não o entenda, mesmo que ele não aja como desejo, mesmo que o mundo, a natureza e o homem fiquem fora do controle. Não há como sonda a mente de Deus, somente o Espírito de Deus pode esquadrinhá-la.
O escrito C.K.Chesterton já em 1908 disse: “Aceitar tudo é um exercício, entender tudo é uma tentação. O poeta apenas pede para pôr a sua cabeça nos céus. O lógico é que procura pôr os céus dentro de sua cabeça. E é a cabeça que estilhaça”.
Concluo com uma pequena paráfrase do profeta Habacuque: “Ainda que nada dê certo em minha vida, seja com os negócios ou mesmo com a família, eu continuarei crendo em Deus e me alegrando com Ele por causa da minha salvação, pois Deus é a minha força e não me permite ser inferior aos meus próprios dramas e problemas”
Tomaz de Aquino
São Luis, 23/junho/10
Casa do Senhor
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Por que os religiosos desejaram matar Jesus?
Jesus só fazia o bem. Curava os enfermos, libertava as pessoas de espíritos malignos. Sua mensagem trazia esperança a todos. Vivia boas obras!
Por que então os sacerdotes e outros religiosos desejaram matá-lo? Eles não tinham motivos justificáveis! Jesus não fundou nenhuma religião, não abriu nenhuma sinagoga própria, nem mesmo alugou um salão para suas reuniões, ou seja, não lhes oferecia alguma ameaça.
Será que não?
Os sacerdotes eram limitados não ação da religião. Viviam uma religião fria, inflexível, ritualista e, sobretudo, controladora. Mantinham o povo na dependência direta deles. Eles eram a “ligação” do povo a Deus, a possibilidade de receberem o perdão do Senhor.
Porém, Jesus viveu uma vida de elevado padrão espiritual e era admirado por todos. Pelos milagres que realizava diariamente as multidões que o seguia. Qualquer casa que Jesus entrava, estava sempre cheia (Marcos. 1: 33; 2:1; 3: 20). Jesus se apresentava como o caminho para chegar a Deus, intitulava-se como filho de Deus e algumas vezes como igual a Deus. Tudo isso era muito ameaçador! Este homem tinha que ser morto, assim pensava os religiosos.
Então decidiram matar Jesus!
Tomaram esta decisão porque consideravam Jesus uma ameaça para a posição deles, para o prestígio deles diante do povo e de Roma (João 11:48). Quando perceberam que o povo já não os buscava mais, cresceu a inveja. Seus corações diziam: “Há anos servindo a este povo e agora eles nos rejeitam por um filho de um carpinteiro? Não podemos deixá-lo crescer mais. É necessário tirá-lo do nosso caminho. Nosso prestígio está abalado, nosso sustento também. Logo esse povo não nos trará mais os dízimos. Como nos sustentaremos? De que viveremos?” A religião institucionalizada gritava por manter o seu status quo.
Muitos nos nossos dias repetem essa mesma estratégia.
Uns pelo mesmo desejo de manter o status quo, matam Jesus no evangelho e produzem um novo evangelho que aparentemente traz uma boa notícia. No entanto é algo a princípio é algo bom, mas que o fim dele é a morte.
Outros pelo mesmo desejo, ao verem surgir um novo ministério que de alguma forma ameaça o seu, então disparam a ordem interna: “vamos matá-lo”. Começa então o plano de morte: mentiras, calúnias, difamações, maldições. Não podem saber do sucesso de alguém que logo pensa que será ofuscado. O resultado interior: ”Vamos matá-lo”.
Gente assim tem a mente da escassez, com o seguinte pensamento: tenho o suficiente para mim mesmo. Caso abra alguma outra igreja pensam que vão perder seus membros, sua renda, seu prestígio. Então logo surge a decisão: “vamos matá-lo”.
Assim reeditamos os escribas, fariseus e sacerdotes da época de Jesus.
Estes são homens que, como aqueles, se tornam perseguidores e assassinos dos cristos de Deus nos dias de hoje. Suas principais marcas são: não reconhecem os seus limites, tem um sentimento messiânico, julgam ser a única ou a última revelação de Deus na terra. Por se acharem o máximo, imaginam que nunca virá alguém melhor ou maior. Porém, quando olham surgir alguém que na simplicidade prega apenas o evangelho que liberta o povo sem controles e manipulações, e que por essa mensagem atrai multidões, a inveja faz nascer um novo perseguidor, um velho fariseu.
Para não reeditarmos estes famigerados fariseus, escribas e sacerdotes, é necessário reconhecer tanto que, não há evangelho de verdade sem Jesus, que posição e reconhecimento diante dos homens não configura posição e reconhecimento diante de Deus, assim como esse mesmo Jesus está sempre chamando novos ministros que estejam dispostos a abdicar do status quo para simplesmente, ainda que na perseguição, pregar o evangelho da graça de Deus para romper as cadeias da manipulação e do controle exercidos pela religião institucionalizada.
Jesus não pode morrer novamente, mas podemos fazer da fé em Jesus um sistema frio e religioso assim, como podemos ser perseguidores dos novos cristos de Deus na terra. Podemos como novos fariseus, saduceus, escribas e sacerdotes matarmos profetas e adornarmos seus túmulos.
Que Deus nos livre disso!
Tomaz de Aquino
São Luis, 01 Junho 2010
Comunidade Casa do Senhor
terça-feira, 25 de maio de 2010
O Paradigma: Tornando-nos mais semelhantes a Cristo
Lembro-me muito claramente de que há vários anos, sendo um cristão ainda jovem, a questão que me causava perplexidade (e a alguns amigos meus também) era esta: Qual é o propósito de Deus para o seu povo? Uma vez que tenhamos nos convertido, uma vez que tenhamos sido salvos e recebido vida nova em Jesus Cristo, o que vem depois? É claro que conhecíamos a famosa declaração do Breve Catecismo de Westminster: “O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre”. Sabíamos disso e críamos nisso. Também refletíamos sobre algumas declarações mais breves, como uma de apenas sete palavras: “Ama a Deus e ao teu próximo”. Mas de algum modo, nenhuma delas, nem outra que pudéssemos citar, parecia plenamente satisfatória.
Portanto, quero compartilhar com vocês o entendimento que pacificou minha mente à medida que me aproximo do final de minha peregrinação neste mundo. Esse entendimento é: Deus quer que seu povo se torne semelhante a Cristo. A vontade de Deus para o seu povo é que sejamos conformes à imagem de Cristo.
Sendo isso verdade, quero propor o seguinte: em primeiro lugar, demonstrarmos a base bíblica do chamado para sermos conformes à imagem de Cristo; em segundo, extrairmos do Novo Testamento alguns exemplos; em terceiro, tirarmos algumas conclusões práticas a respeito. Tudo isso relacionado a nos assemelharmos a Cristo.
Então, vejamos primeiro a base bíblica do chamado para sermos semelhantes a Cristo. Essa base não se limita a uma passagem só. Seu conteúdo é substancial demais para ser encapsulado em um único texto. De fato, essa base consiste de três textos, os quais, aliás, faríamos muito bem em incorporar conjuntamente à nossa vida e visão cristã: Romanos 8:29, 2 Coríntios 3:18 e 1 João 3:2. Vamos fazer uma breve análise deles.
Romanos 8:29 diz que Deus predestinou seu povo para ser conforme à imagem do Filho, ou seja, tornar-se semelhante a Jesus. Todos sabemos que Adão, ao cair, perdeu muito — mas não tudo — da imagem divina conforme a qual fora criado. Deus, todavia, a restaurou em Cristo. Conformar-se à imagem de Deus significa tornar-se semelhante a Jesus: O propósito eterno de predestinação divina para nós é tornar-nos conformes à imagem de Cristo.
O segundo texto é 2 Coríntios 3:18: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”. Portanto é pelo próprio Espírito que habita em nós que somos transformados de glória em glória — que visão magnífica! Nesta segunda etapa do processo de conformação à imagem de Cristo, percebemos que a perspectiva muda do passado para o presente, da predestinação eterna de Deus para a transformação que ele opera em nós agora pelo Espírito Santo. O propósito eterno da predestinação divina de nos tornar como Cristo avança, tornando-se a obra histórica de Deus em nós para nos transformar, por intermédio do Espírito Santo, segundo a imagem de Jesus.
Isso nos leva ao terceiro texto: 1 João 3:2: “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é”. Não sabemos em detalhes como seremos no último dia, mas o que de fato sabemos é que seremos semelhantes a Cristo. Não precisamos saber de mais nada além disso. Contentamo-nos em conhecer a verdade maravilhosa de que estaremos com Cristo e seremos semelhantes a ele, eternamente.
Aqui há três perspectivas: passado, presente e futuro. Todas apontam na mesma direção: há o propósito eterno de Deus, pelo qual fomos predestinados; há o propósito histórico de Deus, pelo qual estamos sendo transformados pelo Espírito Santo; e há o propósito final ou escatológico de Deus, pelo qual seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é. Estes três propósitos — o eterno, o histórico e o escatológico — se unem e apontam para um mesmo objetivo: a conformação do homem à imagem de Cristo. Este, afirmo, é o propósito de Deus para o seu povo. E a base bíblica para nos tornarmos semelhantes a Cristo é o fato de que este é o propósito de Deus para o seu povo.
Prosseguindo, quero ilustrar essa verdade com alguns exemplos do Novo Testamento. Em primeiro lugar, creio ser importante que nós façamos uma afirmação abrangente como a do apóstolo João em 1 João 2:6: “Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou”. Em outras palavras, se nos dizemos cristãos, temos de ser semelhantes a Cristo. Este é o primeiro exemplo do Novo Testamento: temos de ser como o Cristo Encarnado.
Alguns de vocês podem ficar horrorizados com essa idéia e rechaçá-la de imediato. “Ora”, me dirão, “não é óbvio que a Encarnação foi um evento absolutamente único, não sendo possível reproduzi-lo de modo algum?” Minha resposta é sim e não. Sim, foi único no sentido de que o Filho de Deus revestiu-se da nossa humanidade em Jesus de Nazaré, uma só vez e para sempre, o que jamais se repetirá. Isso é verdade. Contudo, há outro sentido no qual a Encarnação não foi um evento único: a maravilhosa graça de Deus manifestada na Encarnação de Cristo deve ser imitada por todos nós. Nesse sentido, a Encarnação não foi única, exclusiva, mas universal. Somos todos chamados a seguir o supremo exemplo de humildade que ele nos deu ao descer dos céus para a terra. Por isso Paulo diz em Filipenses 2:5-8: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”. Precisamos ser semelhantes a Cristo em sua Encarnação no que diz respeito à sua admirável humildade, uma humilhação auto-imposta que está por trás da Encarnação.
Em segundo lugar, precisamos ser semelhantes a Cristo em sua prontidão em servir. Agora, passemos de sua Encarnação à sua vida de serviço; de seu nascimento à sua vida; do início ao fim. Quero convidá-los a subir comigo ao cenáculo onde Jesus passou sua última noite com os discípulos, conforme vemos no evangelho de João, capítulo 13: “Tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela. Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido”. Ao terminar, retomou seu lugar e disse-lhes: “Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo” — note-se a palavra — “para que, como eu vos fiz, façais vós também”.
Há cristãos que interpretam literalmente esse mandamento de Jesus e fazem a cerimônia do lava-pés em dia de Ceia do Senhor ou na Quinta-feira Santa — e podem até estar certos em fazê-lo. Porém, vejo que a maioria de nós fez apenas uma transposição cultural do mandamento de Jesus: aquilo que Jesus fez, que em sua cultura era função de um escravo, nós reproduzimos em nossa cultura sem levarmos em conta que nada há de humilhante ou degradante em o fazermos uns pelos outros.
Em terceiro lugar, temos de ser semelhantes a Cristo em seu amor. Isso me lembra especificamente Efésios 5:2: “Andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave”. Observe que o texto se divide em duas partes. A primeira fala de andarmos em amor, um mandamento no sentido de que toda a nossa conduta seja caracterizada pelo amor, mas a segunda parte do versículo diz que ele se entregou a si mesmo por nós, descrevendo não uma ação contínua, mas um aoristo, um tempo verbal passado, fazendo uma clara alusão à cruz. Paulo está nos conclamando a sermos semelhantes a Cristo em sua morte, a amarmos com o mesmo amor que, no Calvário, altruistamente se doa.
Observe a idéia que aqui se desenvolve: Paulo está nos instando a sermos semelhantes a Cristo na Encarnação, ao Cristo que lava os pés dos irmãos e ao Cristo crucificado. Esses três acontecimentos na vida de Cristo nos mostram claramente o que significa, na prática, sermos conformes à imagem de Cristo.
Em quarto lugar, temos de ser semelhantes a Cristo em sua abnegação paciente. No exemplo a seguir, consideraremos não o ensino de Paulo, mas o de Pedro. Cada capítulo da primeira carta de Pedro diz algo sobre sofrermos como Cristo, pois a carta tem como pano de fundo histórico o início da perseguição. Especialmente no capítulo 2 de 1 Pedro, os escravos cristãos são instados a, se castigados injustamente, suportarem e não retribuírem o mal com o mal. E Pedro prossegue dizendo que para isto mesmo fomos chamados, pois Cristo também sofreu, deixando-nos o exemplo — outra vez a mesma palavra — para seguirmos os seus passos. Este chamado para sermos semelhantes a Cristo em meio ao sofrimento injusto pode perfeitamente se tornar cada vez mais significativo à medida que as perseguições se avolumam em muitas culturas do mundo atual.
No quinto e último exemplo que quero extrair do Novo Testamento, precisamos ser semelhantes a Cristo em sua missão. Tendo examinado os ensinos de Paulo e de Pedro, veremos agora os ensinos de Jesus registrados por João. Em João 17:18, Jesus, orando, diz: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo”, referindo-se a nós. E na Comissão, em João 20:21, Jesus diz: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio”. Estas palavras carregam um significado imensamente importante. Não se trata apenas da versão joanina da Grande Comissão; é também uma instrução no sentido de que a missão dos discípulos no mundo deveria ser semelhante à do próprio Cristo. Em que aspecto? Nestes textos, as palavras-chave são “envio ao mundo”. Do mesmo modo como Cristo entrou em nosso mundo, nós também devemos entrar no “mundo” das outras pessoas. É como explicou, com muita propriedade, o Arcebispo Michael Ramsey há alguns anos: “Somente à medida que sairmos e nos colocarmos, com compaixão amorosa, do lado de dentro das dúvidas do duvidoso, das indagações do indagador e da solidão do que se perdeu no caminho é que poderemos afirmar e recomendar a fé que professamos”.
Quando falamos em “evangelização encarnacional” é exatamente disto que falamos: entrar no mundo do outro. Toda missão genuína é uma missão encarnacional. Temos de ser semelhantes a Cristo em sua missão. Estas são as cinco principais formas de sermos conformes à imagem de Cristo: em sua Encarnação, em seu serviço, em seu amor, em sua abnegação paciente e em sua missão.
Quero, de modo bem sucinto, falar de três conseqüências práticas da assemelhação a Cristo.
Primeira: A assemelhação a Cristo e o sofrimento. Por si só, o tema do sofrimento é bem complexo, e os cristãos tentam compreendê-lo de variados pontos de vista. Um deles se sobressai: aquele segundo o qual o sofrimento faz parte do processo da transformação que Deus faz em nós para nos assemelharmos a Cristo. Seja qual for a natureza do nosso sofrimento — uma decepção, uma frustração ou qualquer outra tragédia dolorosa —, precisamos tentar enxergá-lo à luz de Romanos 8:28-29. Romanos 8:28 diz que Deus está continuamente operando para o bem do seu povo, e Romanos 8:29 revela que o seu bom propósito é nos tornar semelhantes a Cristo.
Segunda: A assemelhação a Cristo e o desafio da evangelização. Provavelmente você já se perguntou: “Por que será que, até onde percebo, em muitas situações os nossos esforços evangelísticos freqüentemente terminam em fracasso?” As razões podem ser várias e não quero ser simplista, mas uma das razões principais é que nós não somos parecidos com o Cristo que anunciamos. John Poulton, que abordou o tema num livreto muito pertinente, intitulado A Today Sort of Evangelism, escreveu:
“A pregação mais eficaz provém daqueles que vivem conforme aquilo que dizem. Eles próprios são a mensagem. Os cristãos têm de ser semelhantes àquilo que falam. A comunicação acontece fundamentalmente a partir da pessoa, não de palavras ou idéias. É no mais íntimo das pessoas que a autenticidade se faz entender; o que agora se transmite com eficácia é, basicamente, a autenticidade pessoal”.
Isto é assemelhar-se à imagem de Cristo. Permitam-me dar outro exemplo. Havia um professor universitário hindu na Índia que, certa vez, identificando que um de seus alunos era cristão, disse-lhe: “Se vocês, cristãos, vivessem como Jesus Cristo viveu, a Índia estaria aos seus pés amanhã mesmo”. Eu penso que a Índia já estaria aos seus pés hoje mesmo se os cristãos vivessem como Jesus viveu. Oriundo do mundo islâmico, o Reverendo Iskandar Jadeed, árabe e ex-muçulmano, disse: “Se todos os cristãos fossem cristãos — isto é, semelhantes a Cristo —, hoje o islã não existiria mais”.
Isto me leva ao terceiro ponto: Assemelhação a Cristo e presença do Espírito Santo em nós. Nesta noite falei muito sobre assemelhação a Cristo, mas será que ela é alcançável? Por nossas próprias forças é evidente que não, mas Deus nos deu seu Santo Espírito para habitar em nós e nos transformar de dentro para fora. William Temple, que foi arcebispo na década de 40, costumava ilustrar este ponto falando sobre Shakespeare:
“Não adianta me darem uma peça como Hamlet ou O Rei Lear e me mandarem escrever algo semelhante. Shakespeare era capaz, eu não. Também não adianta me mostrarem uma vida como a de Jesus e me mandarem viver de igual modo. Jesus era capaz, eu não. Porém, se o gênio de Shakespeare pudesse entrar e viver em mim, então eu seria capaz de escrever peças como as dele. E se o Espírito Santo puder entrar e habitar em mim, então eu serei capaz de viver uma vida como a de Jesus”.
Para concluir, um breve resumo do que tentamos pensar juntos aqui hoje: O propósito de Deus é nos tornar semelhantes a Cristo. O modo como Deus nos torna conformes à imagem de Cristo é enchendo-nos do seu Espírito. Em outras palavras, a conclusão é de natureza trinitária, pois envolve o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
O Mal da Religião
Uma leitura bem simples e boa especialmente para quem tem uma visão equivocada de Deus. No entanto o que achei mais coerente foi o autor dizer que a trindade maligna é formada de política, economia e religião.
Concordo com o autor e especialmente no quesito religião, porque os grandes problemas da humanidade passa pelas mãos da religião que pela defesa dos seus dogmas ofende, fere, destrói e mata seres humanos que são imagem e semelhança de Deus.
Por que a religião se tornou este instrumento de morte e não de vida? Porque cada uma delas tem uma visão limitada de Deus tornando-o semelhante a si mesmo, alem de algumas criaram o seu próprio deus.
Não ficou fora nem mesmo o cristianismo já que em nome de Deus fez guerras, queimou pessoas vivas, promoveu a pobreza em função de riqueza própria.
Hoje o cristianismo ainda continua sua caminhada de destruição. Não mais fazendo guerras com armas de verdade, mas prossegue enclausurando pessoas em seus esquemas próprios de enriquecimento com promessas de vitorias e milagres aprisionando-os em uma engrenagem de arrecadação muito bem maquinada, além é claro de um sistema de alienação e manipulação controlando pessoas em vez de libertá-las.
Sai dela povo meu e apegue-se a Jesus o enviado de Deus, penso ser o grito do Espírito de Deus nesses dias. Isaías entre nós diria a mesma coisa que disse a Israel: “Ai desta nação pecaminosa, povo carregado de iniqüidade, raça de malignos, filhos corruptores; abandonaram o SENHOR, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás” (Is.1:4)
É hora de, quem é de verdade povo de Deus, atender às lamentações de Jeremias: “Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o SENHOR”.
É hora de compreender o que Pedro entendeu: “Para onde iremos nós, só tu tens as palavras de vida eterna”.
Em Jesus nosso bem maior.
Tomaz de Aquino
sexta-feira, 19 de março de 2010
Apostasia
Que apostasia será essa? Muitos afirmam ser o deixar a fé por parte de pessoas que antes viviam nela. Isso talvez seja o resultado da apostasia. A apostasia que creio e vejo já acontecendo é a apostasia da igreja pela segunda vez. Enquanto há uma profecia bíblica que a gloria da segunda casa será maior do que a primeira, se cumpre antes a profecia maligna de que a apostasia da segunda casa será bem maior do que a da primeira.
A igreja cristã experimentou um tempo de escuridão que foi uma verdadeira apostasia. Indulgências foram instituídas para financiar a ganância dos lideres, financiar o luxo e a luxúria, guerras que foram feitas em nome de Deus. O povo pela ignorância mantida pelos lideres, ficou aprisionado em uma fé dependente de rituais para o perdão e conseqüente salvação. Dependentes de uma religião vazia sem comunhão com Deus.
A igreja apóstata daqueles dias liderava pelo medo e pela opressão. Deus era apresentado como um ser cruel e ambicioso que estava pronto a matar e lançar no inferno quem não lhe desse alguns trocados. Era como um deus de barganhas, ou seja, caso algum dinheiro entrasse nos cofres da igreja, ele tiraria do purgatório ou do inferno aquele que ofertara ou por quem fora dada a oferta. Foi uma época desastrosa, uma manipulação ambiciosa sem misericórdia, simplesmente pelos interesses de uma igreja falida dirigida por líderes falidos espiritualmente.
Hoje alguns séculos depois a segunda casa, agora chamada de "igreja evangélica" experimenta sua apostasia. Ela se a afasta cada vez mais do evangelho. Nesta, a graça é substituída pela nova lei. O sacrifico de Jesus é considerado imperfeito já que as demandas da nossa era “pos-lá-o-que” exige rituais para ajudar o “coitado jesus” que morreu sem contudo conseguir cumprir o que prometera. Novas indulgências são instituídas e novas guerras estão sendo travadas. Não mais com espadas, carros e cavalos, mas com visões, metodologias, disputas pelo mercado de gente, pelas megalomanias dos novos “papas”, agora evangélicos.
Será que oferecer rosas ungidas, óleos que resolvem qualquer problema não são indulgências do nosso século? Será que ensinar que ofertas, quando entregues nas igrejas, obrigam Deus a nos tornar ricos não são novas indulgências? Será que oferecer a solução de grandes problemas da vida simplesmente tornando-se contribuinte através de um carnê, não ressuscita as antigas indulgências? Quando tudo que fazemos vira um meio de arrecadação, não transformamos o ministério em um grande mercado de indulgências? Não é isso apostasia?
Dízimos e ofertas, que deveriam ser expressões de fidelidade, amor e gratidão, tornaram-se um meio para manipulação e controle. Uma doença pode ser resolvida com um copo d’água. Um mal qualquer pode ser atribuído a um encosto para exorcistas de plantão resolver. A dor passa a ser necessariamente uma obra de demônios enquanto que o prazer sempre será algo vindo de Deus. A miséria pode ser resolvida com uma oferta. A riqueza pode chegar através de gordas dádivas. O pedir um simples carnê já torna uma pessoa mais que vencedor. Não será isso apostasia? Aposto que sim!
No tempo de Lutero, o papa detinha a revelação bíblica, isto é, ninguém podia interpretar a Bíblia. Isso se mostrou um eficiente instrumento de controle e manipulação das massas ignorantes e amedrontadas, pois permitia ao clérico liderar por ameaças. Se não andassem dentro dos limites e regras estabelecidos seriam julgados, excomungados e até condenados à morte.
É muito diferente hoje? Não fazemos hoje coisas similares mesmo com a Bíblia disponível a todos? A resposta é sim. Ainda vemos muitos, chamados líderes, impondo suas idéias como se fossem bíblicas, interpretando a palavra de Deus segundo as suas próprias conveniências. Líderes que ameaçam membros com maldições argumentando serem autoridades espirituais. Impondo medo, aprisionam irmãos em seus rebanhos, obrigando-os, pela manipulação da suposta posição de cobertura espiritual, a cumprirem seus desejos mais toscos e contrários ao ensino do Senhor.
Estamos muito parecidos! É verdade que ainda não chegamos às raias de voltar a vender a salvação ou condenar irmãos à morte, mas trocamos ofertas por curas, bênçãos e orações. Pode ser um grande passo para superarmos o tempo das chamadas "eras escuras da igreja".
A apostasia não é um simples abandono da fé pelo individuo, mas é o desvio daquilo que hoje se chama igreja. É o seu desvio institucional, a institucionalização da fé, sua rotinização e sistematização. Isso é profético para que se cumpra a supremacia do organismo sobre a instituição, para que a verdadeira igreja se manifeste e não a ultima moda eclesiástica que se apresenta como quem vai implantar o “governo” de Jesus como a que vai “sarar” a nação, como a que vai transformar o país em uma nação “evangélica”. Deus nos guarde disso!
O que queremos ser é uma nação cujo Deus é o Senhor, uma nação que fez de Jesus o seu mestre. Queremos ser somente discípulos de Cristo e viver como Ele viveu. Queremos que a igreja seja apenas coluna e baluarte da verdade sem que tenha a função de dar solução para os diversos problemas da vida, sejam aqueles relativos à dor ou ao prazer. Nem o próprio Jesus se apresentou como o solucionador de todas as dificuldades, ele disse que o mundo nos daria muitas aflições. A lição é clara: aflições fazem parte da vida, mesmo daqueles que não querem que seja assim. A igreja deve ser o sustentáculo da verdade de Deus no mundo, nada mais, nada menos.
Então que venha esta apostasia, pois assim será revelado o anticristo, mas, sobretudo, serão revelados os pequenos cristos na terra e por fim virá o Cristo com poder e grande glória para buscar a sua única e verdadeira igreja que nunca apostatou, que é constituída de gente que creu na sua vida, na sua morte, na sua ressurreição e na sua vinda.
Maranata! Que venha Jesus!
Tomaz de Aquino
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Sobre o refrigério
Há dias em que a alma seca e tudo que precisamos encontrar é um oásis.
Em meio a uma multidão de indigentes da alma, do desejo e da vida a alma se cansa. Ás vezes se arrasta em busca de pão. E o texto de Isaías 55 fica bem claro : “ Por que gastas teu dinheiro com aquilo que não é comida?”. Essa parece ser a palavra do Espírito para hoje. Nossa alma se cansa porque come demais; é insatisfeita e teimosa pra entender que comer muito não é estar satisfeito. A avidez da alma leva um ser humano a cavar fontes e escavar rios onde não há nada ou onde a água mão mata a sede. Essa é sina de todos nós. Esta sim é uma verdade que se pode generalizar: o homem tem sede. Não foi a toa que Jesus nos fala dos “ rios de água viva”, da vida que borbulharia na alma daquele que confiasse nos poderes de Cristo. E quão fácil é esquecer disso; o Tentador é muito eficaz em nos ludibriar e enganar a nossa sede. Quando estamos espiritualmente cansados ele consegue nos fazer pensar que só precisamos dormir mais, beber mais, comer mais, fazer mais sexo, sair mais. Isto é, ele nos convence de que podemos e temos o dever e , além de tudo, o direito de fazermos alguma coisa. ele, o Tentador, odeia quando pensamos em descansar; quando sentimos o chamado do Espírito para tocar no Manto. Por isso gostei tanto dessa música. Confesso que “ Trazendo a arca” não é um grupo que tem meu respeito, mas a música é verdadeira, a letra e a melodia são um refrigério. Pelo menos o foram para mim hoje. De fato, para tocar no Manto é preciso quebrantar o coração. mas, o que isso significa?
Significa que só um coração humilde e que desistiu de seus direitos como humano pode tocar no Manto. Só toca no manto quem já esgotou todos os recursos. Quem foi ao fundo e descobriu que para a alma humana não há salvação. Como disse Davi: muitos dizem de minha alma, não há salvação para ele em Deus. Porém o Senhor é um escuro e minha glória, ele levanta minha cabeça. Com minha voz clamei a Deus e ele me ouviu do seu Santo Monte.
Selah
Eu imagino essa senhora que tocou no manto de Jesus e teve sua doença sarada. Em meio a multidão, esmagada e quase pisoteada ela se abaixou e tocou. Desesperadamente precisava de Jesus. A cada dia que passa acredito mais firmemente que somente alguns podem tocar nos Mistérios de Jesus. As riquezas do tesouro eterno separado para aqueles que nele crêem.
Salvação, refrigério, inspiração, saúde, vida e compreensão dos segredos do coração são para quem realmente quer passar pela porta estreita. E quão estreita é a porta! Passar por ela é suportar muita angustia: a angustia de ficar cara a cara com o desejo e entrar na cana de braço com sua vontade e vencer. A virtude de Jesus não é para os covardes. Tem que estar prostrado para tocar no Manto. Assim como para passar pela porta estreita é preciso deixar todo peso do lado de fora. Aí sim começamos a avançar na compreensão do que que dizer " nunca mais ter sede". Devo dizer que este para mim é um dos mistérios mais insondáveis do Evangelho de Jesus. No entanto, não é por ser misterioso que devemos deixá-lo; na verdade, sinto que isto é o cerne de tudo que há: que em Deus estão as delícias eternas e ainda que, momentaneamente estejamos cercados de tanta dor e tribulação ,estamos também acumulando eterno peso de glória que há de se manifestar concretamente quando com Ele formos levados aos ares.
Eis o mistério do refrigério: Àquele que vencer lhe será dado comer do Maná escondido.
Rafael Lobato Pinheiro.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Deus como Deus é
Era assim antes. Deus se manifestou a Abraão, Isac e Jacó como “O Todo Poderoso”. Para Moisés se apresentou como Javé ou Jeová, “aquele que existe”. Era o Deus que ninguém podia chegar perto. Deus que fazia o monte fumegar. Daí pra frente, conforme a necessidade da hora Deus ia se mostrando um pouco mais: Deus que cura – Deus que faz prosperar – Deus da justiça – Deus minha bandeira. Para os judeus Deus era deles e para eles, e especialmente contra os inimigos
Como subproduto dessa visão para os salmistas Deus amava uns e odiava outros ( Sl.31:17-19; Sl. 45:5); incitava o ódio e a violência contra os inimigos (Sl. 68:21,23); era um Deus vingativo (Sl. 7:11-13); era um Deus que odeia e castiga de forma cruel (Sl. 11:5-7; 12:3). Os salmistas também viam Deus como quem usa a relação de causa e efeito, ou seja, quem é justo prospera e quem não é tudo vai dá errado (Sl1:4). Como um Deus violento, que quebra o queixo dos inimigos (Sl.3:7). Como um Deus intolerante, que odeia seres humanos (5:4-6; 5:10). Por causa dessa visão limitada de Deus a oração dos salmistas quer a misericórdia para si e a punição para os outros. A oração deles é a favor de si mesmo, mas também contra os inimigos (Salmo 10: 4-6, 13-15). Esse era um Deus assustador!
Não foram só os salmistas que tinham uma visão equivocada de Deus. Foram profetas, reis e principalmente Jó. Este conhecia um Deus que fazia justiça conforme era a justiça humana melhorada. Um Deus que abençoava os bons e punia somente os maus (Jó 23:1-7). Mais quando todo seu conceito caiu diante da sua tragédia, quando lhe foram feitas perguntas sem respostas, pode ampliar a sua visão de Deus e dizer: “Antes eu te conhecia de ouvir falar, mas agora os meus olhos de vêem”.
Isso mostra um Deus diferente do nosso? Não! Isso era somente um processo de revelação até que fosse conhecido como de fato é. O que os salmistas mostravam em seus salmos e orações era o máximo da revelação de Deus que tinham. Não era errado, era o que podia ver de Deus.
Ficar com a visão dos salmistas sobre Deus nos faz ver um Deus limitado.
Por causa desta visão atribuímos a Deus a catástrofe do Haiti; dizemos que o 11 de setembro nos Estados Unidos foi porque o americanos tiraram a oração das escolas. Essa concepção nos faz admitir que quem está sofrendo é castigo, e se está tudo bem Deus está abençoando.Os próprios discípulos de Jesus tinham esta mesma visão. Ao verem um homem cego perguntam: “quem pecou ele ou seus pais?”
Jesus é Deus como Deus é. Deus se mostrou progressivamente ao longo do tempo, mas em Jesus se mostrou totalmente como é. Jesus é a exata expressão de Deus.
Nós não podemos cometer os mesmos erros. Nós somos indesculpáveis. Tudo que podemos conhecer de Deus está em Jesus – “eu e o Pai somos um”. “Quem vê a mim vê o Pai”. A própria Bíblia só será interpretada corretamente a partir de Jesus. Ele é o centro “é a chave hermenêutica da Bíblia”, como diz o Pr. Caio Fábio.
Jesus é Deus sem nenhuma parcialidade. Ele não ama seu povo e odeia seus inimigos. Ele é amor para todos.
Deus é como Jesus é. Deus é amor. Seu reino é de paz, alegria e justiça. Deus te ama como tu és. Deus é bom. Ele veio trazer reconciliação, perdão. Veio trazer a sua graça para todos. Ele veio salvar e não condenar. Ele está de braços abertos para todos – “vinde a mim todos os que estão cansados”.
Jesus é Deus como Deus é. Até que conheçamos a Jesus como ele é não conheceremos a Deus como Deus é.
Tomaz de Aquino
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Fortalecei-vos no Senhor.
Toda interpretação bíblica é um perigo. Podemos nos equivocar, distorcer ou falar mais de nós mesmos do que aquilo que o autor pretendeu dizer. Aí entra a hermenêutica e todas as ciências teológicas que tentam através de todos os tipos de estudos descobrir as reais intenções das palavras do autor, seu contexto histórico e social e etc. Eu poderia bem abordar este texto com estas ferramentas e nesta perspectivas. No entanto, não creio que seja assim que devamos ler as Escrituras. A letra fala, mas o Espírito continua a falar, então, vejamos o que ele me fala quando leio a admoestação de Paulo: Fortalecei-vos no Senhor.
A primeira coisa que me chama a atenção são os versículos anteriores; todos instituem um código moral de como devemos nos relacionar uns com os outros. Trata da relação pai e filho, marido, mulher e chefe e empregado. Paulo demonstra uma grande preocupação com a forma como nos relacionamos uns com outros. Mais à frente, quando ele inaugura “ a armadura de Deus “ ( texto tão mal utilizado) sua preocupação continua sendo as relações humanas:
“Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”.
Assim, o versículo, “ fortalecei-vos no Senhor” para mim torna-se ainda mais misterioso. Mas, um mistério que quer ser desvendado e, para mim, umas das formas de desvendá-lo é nos perguntar : por que devo me fortalecer? Precisamos nos fortalecer porque somos fracos. Carecemos de tanta coisa. Somos uma raça para sempre desamparada. Vejam só. Minha cadela está prestes a parir. Em poucos dias ela vai dar à luz de seis a oito filhotes que, em questão de minutos estarão andando sozinho. Em mais algumas semanas eles já serão quase que independentes dela. Já nascem quase prontos e pouco dependentes da mãe e a gestação de um cão não passa de 9 semanas. Já nós, seres humanos, tão avançados, passamos 9 meses no útero materno e quando saímos somos absolutamente dependentes de um outro ser humano para sobreviver. Depois somos totalmente dependentes de outro ser humano para aprendermos a falar e por aí vai. Resumo da ópera: nossa fraqueza é o outro, porque dependemos tanto dele para viver. Deus sabe bem disso. Não é a toa que dos 10 mandamentos 6 deles dizem respeito ao próximo.
Nossa fraqueza está no outro porque devido ao nosso desamparo estrutural criamos a ilusão-- necessária para nossa sobrevivência-- mas não para a vida toda. É preciso chegar um dia que essa ilusão de que a completude está no próximo precisa acabar, ou então, viveremos numa eterna ilusão que só nos causará mágoa e dissabores.Neste pronto a admoestação de Paulo é cheia de sabedoria: Meus queridos! Fortaleçam-se no Senhor! O próximo não pode responder a todas as sua demandas. As relações humanas serão sempre conflituosas e freqüentemente nos trarão decepção. Entretanto, Paulo é claro: Busquem se fortalecer em Deus! Desistam de buscar força no outro. Nossas relações com os outros devem ser muito mais de doação do que de receber, pois aquele que dá e ama, nada espera receber. Esse foi o amor de Cristo. Confesso que esta forma de amar é muito difícil para nós humanos, mas é o nosso desafio: fortalecermo-nos no Senhor e servir ao próximo. Que desafio para todos nós!! É desafiador, mas desconfio que nos livraria de muitas decepções com o próximo, se tão somente aprendêssemos que nossa força está no Senhor, o próximo é tão fraco quanto nós mesmos. A orientação de Paulo é : tratem o próximo com respeito, dignidade e a mesma consideração que vocês teem por si próprios.
Rafael Pinheiro.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Frases que não são minhas
Graça a Deus, há muito mais de sete mil que não dobraram os joelhos a Baal.
Há muita gente pensando e vivendo o ser discípulo e ser membro do corpo de Cristo na contra mão do sistema eclesiástico vigente.
Ai vão algumas frases que não são minhas, mas são como se fossem. Endosso cada uma delas. Elas falam sobre a igreja e gente com sonhos despedaçados:
“Sonhos despedaçados. De uma forma ou de outra, todos nós passamos por essa experiência, se não ontem, hoje; e se não hoje, amanhã”.
“Não somos identificados pelas coisas que nos fazem sofrer”.
“Creio que apenas as pessoas quebrantadas adoram em verdade. Pessoas que permanecem incólumes – gente feliz que gosta mais das bênçãos do que daquele que abençoa – agradecem a Deus como quem agradece ao balconista de uma loja”.
“A noite mais escura vem antes da alvorada mais radiante”.
“O livramento do desespero vem sempre por intermédio de uma pessoa. O livramento sempre vem através do amor”.
“A comunidade cristã é, com freqüência, um lugar perigoso de se estar quando os sonhos são destruídos”.
“A igreja é, com muita freqüência, um lugar de fingimento e, portanto, um lugar sem esperança. Quando o abatimento e fraqueza são desprezados, quando nunca se conta a história verdadeira, o poder de Deus não é mais sentido”.
“Quando você sofrer, sofra de verdade, sofra abertamente na presença de Deus. Sofra abertamente na presença daqueles poucos que lhe proporcionam uma comunidade segura. Sinta sua dor e considere sua fraqueza e abatimento uma oportunidade, uma chance de descobrir um desejo que nenhum quebrantamento pode eliminar, mas que somente pode revelar” (o anseio por Deus).
“Descubra em meio aos sonhos despedaçados um anseio que Cristo que se compromete em satisfazer. Não tome o propósito de sair à caça desse desejo, pois ele próprio virá à tona, como águas borbulhantes de uma fonte que não pode mais ser contida”.
“Os sonhos despedaçados são um prelúdio para a alegria. Sempre. Em meio à nossa dor, Deus está trabalhando para nos dar alegria. Em algum ponto, Ele opera de modo visível”.
Se quiserem conhecer o contexto em que foram ditas estas frases e entende-las mais, leia o livro “Sonhos despedaçados” de Larry Crabb.
Tomaz de Aquino
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tomaz@casadosenhor.org.br
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Feliz ano novo!

Todos desejam um ano diferente. Que seja melhor do que termina, que os sonhos se realizem. Que todos sejam cheios de paz e prosperidade. Uma musica antiga falando sobre o ano novo diz: “Neste ano eu quero paz no meu coração”. Com certeza é o que muitos desejam uns aos outros.
O nascer de um novo ano é mágico. O povo se aglomera seja nas praias, nos clubes e mesmo nas igrejas esperando que algo mude. É como se algo místico acontecesse quando os ponteiros do relógio atravessam a meia noite. Novos ares, novas perspectivas, novas possibilidades, tudo melhor.
Mas será que é assim mesmo? O que muda ao iniciar de um novo ano?
Na verdade não muda nada, simplesmente o tempo volta como que oferecendo a cada um nova oportunidade de vida. A verdade é que nada muda a não ser que mude dentro de quem tem essa nova oportunidade.
Vai nascer mais um dia como outro qualquer, que traz suas alegrias, dores e oportunidades. O que agrega mudanças reais é obter discernimento para tomar decisões melhores, é saber viver de tal forma que as coisas importantes não sejam preteridas, que o belo não seja ignorado e nem mesmo as dores, e que cada oportunidade seja avaliada e escolhas acertada sejam feitas.
Será preciso aprender a amar e receber amor, ser amigo e fazer novos amigos. É imprescindível tentar sem medo de errar e quando errar admitir seus erros, mas se acertar ser grato a quem o ajudou e a Deus que o capacitou. Perdoar e ser perdoado, deve ser mandamento a ser observado o ano todo.
Sobretudo, para que o ano seja de fato novo e maravilhoso, Deus precisa ser a fonte de onde vamos extrair tudo isso porque “sem Ele tudo que fizermos fracassaremos ou desgraçadamente teremos sucesso”.
Um feliz 2010, uma nova oportunidade de amar a Deus de todo coração, amar ao próximo como a nós mesmos e aos irmãos como Jesus nos amou.
Tomaz de Aquino
São Luis, 31/12/09.
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Feliz Natal

Jesus nasceu! Este é um fato histórico imutável. Um dia no calendário do mundo, o Deus se fez homem e habitou entre nós. Esse dia não foi registrado, mas nem só por isso devemos esquecer como se não houvesse. Na verdade, a maioria dos fatos bíblicos não tem data certa é sempre atribuída uma data provável como produto de inferências de “estudiosos” que tentam descobrir mistérios.
Tudo bem, pode não ter sido neste dia celebrado (25 de dezembro) que Jesus nasceu. Mas que dia foi mesmo? Você sabe? Alguém pode sair por ai apregoando com convicção uma nova data no calendário do mundo?
Vivemos em um sistema que insiste de todas as formas apagar todos os símbolos cristãos da vida cotidiana dos seres humanos. A remoção de símbolos é um passo a mais na descristianização da nossa nação. Isso sim é um ato maligno!
O Natal é um dos poucos símbolos do cristianismo que ainda resta. Tirá-lo, alegando origem duvidosa ou mesmo pagã, é na verdade contribuir para que sejam apagadas lembranças importantes do dia em que Deus se fez gente.
Eu sei que alguns argumentam “teologicamente” a historia de São Nicolau, o símbolo da árvore de Natal, o deus sol como sendo fatos espirituais sérios. E os que se alimentam deste natal com tais símbolos estão atraindo para si estes mesmos fatos espirituais.
Bom, é só isso? E os demais elementos herdados de um cristianismo institucional que transformou as igrejas em empresas, seus pastores em executivos, não carregam símbolos espirituais sérios?
E as vacas sagradas do cristianismo atual, não serão também removidas? A ceia do senhor ministrada somente por um ministro ordenado, onde foi dito que seria assim? Um batismo que tem forma e rito definido além de ser oficializado também por um ministro reconhecido, onde tem isso? Um batismo que é exigido do batizando uma vida “pura”, uma vida civil sem falhas, onde tem isso? A bíblia só exige ao batizando arrependimento e fé, enquanto que as mudanças necessárias serão processadas no dia-a-dia pela ação do Espírito e não da igreja.
E os judaizantes, os quais o apóstolo Paulo muito os combateu que enchem as igrejas das festas de Israel, suas bandeiras e seus ritos, não estão atraindo as ligações espirituais com uma religião que crucificou o Deus homem Jesus?
E o dízimo que é usado como instrumento de controle e medo para se obter renda, mas não como proveniente de um coração grato e generoso?
A orientação da Palavra é: “deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis, que causam controvérsia em vez de promoverem a obra de Deus, que é pela fé. Rejeite as fábulas profanas e tolas, e exercite-se na piedade”.
O caminho de Cristo entre nós não precisa de caça às bruxas. Não precisa de defensores e purificadores de religião, ele não é uma religião.
O caminho de Cristo é um caminho de liberdade – foi para liberdade que Cristo vos libertou. O caminho de Cristo é perfeito, não há diabo nele, não há tropeço, nem o louco o erra.
O reino de Deus não é um reino de prisioneiro, mas de gente livre. É um reino de justiça, paz e alegria no Espírito. O reino de Deus é onde espíritos malignos se submetem ao rei do reino. No reino de Deus ídolos ou qualquer outra coisa não são nada, Deus é tudo. No reino de Deus tudo é puro para os puros. Quem consegue ver maldade até no nascimento de Jesus é porque tal maldade brota do seu próprio interior.
Irmão querido, celebre seu Natal, o nascimento de Jesus com alegria e liberdade, porque a chegada de Jesus é a chegada da luz no meio da escuridão. É isso que celebramos. Nós andávamos em trevas e então brilhou a luz. Vivíamos na região da sombra da morte e vimos a luz. Não permita que fariseus pós-modernos ofusquem o brilho da sua celebração.
Feliz Natal e um grande ano em 2010.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Permanecer firme no dia mal

Que palavras edificam uma vida de forma que quando vierem as complicações ela não seja destruída?
Mas será que funciona assim mesmo? É legitimo fazer tal pergunta.
A vida é um grande mistério. Pra uns ela corre na maior tranqüilidade, Tudo dá certo. Casam-se, os filhos vêm, crescem e continua a ciclo com os netos. Financeiramente tudo vai bem, alguns abrem um negocio que só cresce criando oportunidade de viagens e muito lazer e diversão ao redor do mundo. Outros conseguem um emprego seguro no qual trabalham 35 anos e se aposentam. Que maravilha!
No entanto, pra alguns e não são poucos, nem tudo dá certo. Nem sempre casam, quando casam nem sempre tem filhos. Quando tem filhos nem tudo sai como pensava. Financeiramente? Nenhum emprego dos sonhos. Tudo muito a desejar, o mais longe que a grana deu pra ir foi até Nova York do Maranhão ou no máximo na Alemanha, um bairro de São Luis ou mesmo na vila Japão.
O fato é que a vida pra uns é uma maravilha e pra outros nenhuma maravilha é. A vida é uma caixinha de surpresa e somente os “Joseph Climberes” podem suportar.
No entanto Jesus afirma que “quem ouve e pratica tais palavras edifica sua casa sobre a rocha e mesmo que venha sobre ela qualquer intempérie da vida não a derrubará”.
A grande pergunta a fazer é: Que palavras são essas?
Com certeza não é o evangelho que ouço e vejo na TV, pois este é somente para vitoriosos. Não é também o evangelho da maioria dos púlpitos, pois ele cumpre uma visão pessoal e não de quem trouxe o evangelho.
O que ouvimos são palavras travestidas de evangelho que trazem em seu conteúdo, a barganha, a feitiçaria, o misticismo, a acusação, o pré-conceito sem nenhum compromisso com a boa nova de Jesus. É uma palavra que usam como um amuleto ou seguro contra todos os males.
O que Jesus disse que sustentaria uma casa, uma família, uma vida diante das intempéries reais da vida, nos dias maus de cada um, são as suas palavras registradas por Mateus e chamada de sermão do monte que constam essencialmente de ser bem-aventurado por ser pobre de espírito, por saber chorar sua dor, por ser humilde, por ter fome e sede de justiça, por ser misericordioso, por ter um coração puro, por ser pacificador e por ser perseguido por causa da justiça. Tais palavras ainda incluem: ser sal e luz da terra, amar seus inimigos, não odiar seus irmãos, reconciliar-se com seu adversário, não olhar para uma mulher com intenção impura, não expor seu cônjuge ao erro, cumprir com sua palavra, não se vingar, ao receber um tapa oferecer o outro lado, não julgar, não se ocupar com o pecado do outro e sim com o seu próprio, ao orar fazê-lo secretamente, não praticar disciplinas espirituais para que outros vejam, não acumular tesouro na terra e sim no céu e não se ocupar prioritariamente na busca do que comer e vestir.
Estas são as palavras que constroem vidas poderosas diante das circunstancias e intempéries da vida, sobretudo diante de Deus. Tais palavras ao serem praticadas não formam em nossa volta uma capa de proteção contra desastres, tragédia e fracassos, mas se tornam fundamentos para nos sustentar e permanecer firme em cada dia mal do nosso viver.
Termino com as palavras do apostolo Paulo: “Fortalecei-vos no Senhor e na força de seu poder para ter força para resistir no dia mal”.
Permanecer firme nos seus dias maus é pra quem conhece e pratica as palavras de Jesus.
Tomaz de Aquino
São Luis, 11/12/09
sábado, 28 de novembro de 2009
O Reino de Deus é assim - Mateus 13

O reino de Deus é assim: Ele é pequeno, mas que como uma semente semeada, nasce e se torna algo grandioso. É informe como um fermento, mas que em pequena quantidade influencia toda a massa. É algo de tão grande valor que quando achado todas as demais coisas perdem o seu valor diante da sua preciosidade. É também um reino de ambigüidades porque ele admite a convivência entre filhos de Deus e filhos do diabo num mesmo lugar. Jesus plantou no mundo os filhos de Deus – o trigo, mas nesse mesmo mundo foi plantado pelo diabo os seus filhos – o joio.
O reino é também uma rede que não faz seleção dos que apanha, vem nela todo tipo de peixe. É também algo que admite que haverá um momento em que joios serão separados do trigo e peixes bons dos peixes ruins, mas essa função não é humana, é celestial. O joio será arrancado e queimado, mas os justos (trigos) brilharão como sol no reino.
Transformamos o reino de Deus em nossa religião, em nossa igreja, em nossa doutrina, em nossa lei, em nossa crença. Ao fazermos isso criamos um sistema onde não há espaços pra todos só para os que achamos serem iguais a nós. Criamos um gueto que não quer se misturar não oferecendo oportunidade de mudanças para outros.
Nós somos a geração da incoerência
A geração de Jesus era tanto incrédula (Mt.17:17) quanto incoerente. (Mt.11:16-19). Hoje somos bastante crédulos, no entanto iguais ou mais incoerentes que eles.A incoerência começa quando os chamados cristãos criticam-se a si mesmos. Falam mal uns dos outros. Denigrem a imagem do outro. Julga quem é ou deixa de ser filho de Deus. Decidem arranca o joio, separar os peixes pelo seu próprio critério. Quando o mandamento para os irmãos é “amem-se uns aos outros como eu vos amei”. Não diz que precisamos concordar em tudo, não diz que devemos estar em um mesmo lugar, não diz que devemos ter a mesma doutrina, diz que devemos nos amar como Jesus nos amou.
Quem deveria nos odiar é o mundo, no entanto quem o faz são os chamados crentes. Mas não importa o próprio Jesus disse: “O servo não e maior que seu Senhor, perseguiram a mim perseguirão a vocês. Se guardaram a minha palavra guardarão a de vocês” (João 15:20).
Se assemelhar a Jesus no poder de curar, de libertar todos querem. Mas se assemelhar a ele nas perseguições quem quer? A maior batalha de Jesus não foi com os chamados pecadores, com estes ele vivia pacificamente. Foi com a religião instituída, com os teólogos e sacerdotes do seu tempo.
Pelo fato de sermos discípulos o mundo odeia. É que dizem os crentes.
Odeiam o que? Deveria ser o tipo de vida, o amor entre irmãos, a misericórdia demonstrada uns aos outros. Mas hoje o que o mundo odeia é a nossa incoerência.
Não há como agradar a todos. O caminho do fracasso é agradar a todos.
João o Batista, veio místico, não mantinha relacionamento com ninguém, vivia isolado, o chamaram de endemoninhado. Jesus veio diferente. Se relacionava com todos, de preferência com publicanos e pecadores e com eles comia e bebia. Foi chamado de comilão e beberrão.
O grande mandamento do reino é o amor. Se não há amor de nada adianta.
“O reino de Deus é um reino de amor que como um fermento se espalha em todos os lugares, becos e valados. Um amor que transcende a qualquer valor de jóias, fama ou poder. Um amor que cresce como uma pequena semente e se torna grandioso a ponto de oferecer proteção a todos que se achegue a ele. Um amor que de braços abertos admite joios e trigos, peixes bons e ruins esperando o dia da separação, mas crendo sempre que é possível o joio virar trigo e o peixe ruim se tornar um bom peixe”. (Tomaz).
Aleluia, o reino de Deus é assim!
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
O que há de errado com a nossa mensagem?

Trinta milhões de brasileiros afirmam sua confissão evangélica, fora os milhões que se dizem cristão ou como Cristo, que se denominam católicos e outros seguimentos do cristianismo, no entanto não há transformação em nosso mundo decorrentes de tais confissões.
No mundo chamado cristão já houve e ainda há muitas aberrações que nada tem a ver com o ensino de Cristo: escravidão, genocídio dos nativos da América, a segregação racial, o apartheid sul africano, a degradação ambiental, as duas guerras mundiais, os escândalos da pedofilia, da corrupção e muitas destas coisas dentro dos muros da igreja ou pelo menos apoiado por ela.
No Brasil assistimos nos jornais os escândalos de padres, pastores e outros religiosos envolvidos com corrupção, pedofilia e outros desvios sexuais. Ainda assistimos o crescimento da violência, da prostituição, da corrupção, a injustiça social, a desvalorização cada dia maior do ser humano em face da ganância institucionalizada.
Jesus não disse que o Reino de Deus é como o fermento, como uma pequena semente? Não disse que os filhos do reino são luz e sal?
O que está errado com o fermento do reino que não atinge a massa toda? Será que é o fermento do reino de Deus ou o fermento do reino dos homens deuses?
O que está errado com a semente do Reino que não se torna uma grande árvores e da abrigo a muitos?
A resposta a estas perguntas é simples: os chamados cristãos são ou se fazem incapazes de agirem conforme o ensino de Jesus.
Por que isso acontece?
É mais simples ainda! Os políticos são incapazes de fazer o certo por simples falta de vontade política, assim como os cristãos de hoje são incapazes de andar pelos ensinos de Jesus por simples falta de vontade, pois isso acarretaria uma profunda mudança na vida dos mesmos assim como consideráveis perdas daquilo que eles não querem abrir mão. Preferem ganhar a vida a perdê-la.
Soren Kierkegaard já no século IXX disse como uma mestria e lucidez exuberante o que está errado conosco:
“A questão é muito simples. A Bíblia é muito simples de se entender. Mas nós, os cristãos, somos um bando de caloteiros intrigantes. Fingimos ser incapazes de compreendê-la porque sabemos muito bem que, no instante em que a compreendermos, estaremos obrigados a agir de acordo com ela.
Pegue quaisquer palavras do Novo Testamento e deixe tudo o mais de lado exceto o seu empenho pessoal de agir de modo coerente com elas. Meu Deus! – você dirá. - Se fizer isto, toda a minha vida estará arruinada. Como poderia dar continuidade a minha vida neste mundo?
Eis, portanto, o verdadeiro propósito da erudição cristã. A erudição crista é a invenção mais prodigiosa da igreja para se defender da Bíblia, a fim de garantir que poderemos continuar sendo bons cristãos sem que a Bíblia se aproxime demais de nós. Quão temível é cair nas mãos do Deus vivo! Sim, mais temível ainda é ficar a sós com o Novo Testamento”.
Hoje é imprescindível e vital pensar no que o autor de Provérbios afirma quando diz que “o orgulho precede a ruína”. É necessário que as instituições, incluindo entre elas a igreja, experimentem uma queda antes de se abrirem para o verdadeiro arrependimento.
“Nada é mais perigoso para o avanço do Reino de Deus do que a religião. Mas é isto o que o cristianismo se tornou. Vocês não percebem que é possível que se mate a Cristo com esse tipo de cristianismo?”.
Pense nisso e que Deus nos ajude a encontrar a pérola de grande valor e a encontrando, abrir mão de tudo para adquiri-la.
Tomaz de Aquino
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Papo de Fé

Olá caros amigos do Seminário Fé e Graça,
Quero desejar a todos uma semana de justiça, paz e alegria, muita alegria.
Não se esqueçam de que neste ´SÁBADO, DIA 5 DE SETEMBRO , às 17:00 horas teremos o Papo de Fé com Pr. Tomaz e Pr. Nehemias Bandeira. Neste primeiro Papo de Fé iremos conversar sobre o tema: Abrãao, o pai da fé.
Estou preparando com alguns irmãos umas comidinhas para nós. Quem sentir vontade pode levar tb algum para comermos ou bebermos.
Como sempre o seminário é livre e de Graça. Convidem a todos...todos são convidados para as bodas do Rei.
Estudar Abraão tem sido para mim desafiador, pois encontrei neste homem tantas verdades eternas sobre o testemunho da fé e da provisão da Graça de Deus.
Quero iniciar nossa conversa trazendo uma curta reflexão cujo o título será: No monte do Senhor, Deus proverá. Com esta palavra começaremos o papo com nossos caríssimos convidados.
Conto com a presença de vocês...Mas também, não se sintam pressionados...venha de graça como de graça vou até vocês.
De graça receberam, de graçam deêm!!!!!
Saudações, Rafael Lobato Pinheiro
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Aleluia, inventaram a roda!
A roda é um instrumento de muita importância em nossos dias, mas trata-se de uma invenção que já conta com pelo menos 5.500 anos de história. Portanto, não há como alguém se levantar mais em qualquer época e afirmar: “inventei a roda”.Inventar a roda hoje é um termo que tem um sentido pejorativo, pois se trata de inventar algo que já foi inventado há muito tempo.
O Bill Hybels descobriu a roda. É assim como interpreto o que está registrado na revista Cristianismo Hoje, edição nº 2 - dezembro-janeiro de 2007/2008, p. 27.
Hybels é pastor da Willow Creek Communit Churc uma das grandes igrejas destes dias que conta com mais de 20.000 membros e pelo menos 12 comunidades associadas, que promove um grande evento de formação de líderes chamado Leadership Summit.
Como ele inventou a roda? É simples!
Através de uma pesquisa que visava saber quais programas e atividades da igreja estavam realmente auxiliando pessoas a amadurecer espiritualmente e quais os que não atingiam essa meta. Hybels admitiu: “algumas das coisas em que investimos milhões de dólares, pensando que auxiliariam as pessoas a crescer e se desenvolver espiritualmente, não estavam ajudando tanto”. De forma enfática concluiu: “nós cometemos um erro. O que deveríamos ter dito e ensinado às pessoas quando elas atravessaram a linha da fé e se tornaram cristãs é que devem tomar responsabilidade por se nutrirem. Nós deveríamos ter cuidado das pessoas, ensinado-as a ler suas Bíblias entre os cultos, bem como, praticar suas disciplinas espirituais mais agressivamente, de forma individual”.
Em outras palavras, conclui a revista citada: “Hybels reconhece que o crescimento espiritual não acontece da melhor forma quando os crentes tornam-se dependentes de programações elaboradas pela igreja, mas através das práticas antigas, como oração, a leitura da Bíblia e a comunhão, ou seja, cultivando relacionamentos com o Senhor e com os irmãos”.
Precisava pagar uma pesquisa para descobri o que já foi ensinado na palavra desde o princípio? Jesus não já disse: “se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem coisa alguma?” Já não está registrado no livro de Atos que os irmãos do primeiro século “perseveravam no ensino dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações”? Já não está registrado que a responsabilidade é pessoal e que cada pessoa dará conta de seus atos e palavras diante de Deus?
À proporção que o tempo passa, nós nos afastamos da simplicidade de ser, do fazer discípulo, da comunhão, do estudo devocional da Bíblia, da oração pessoal, do discipulado um a um, a ponto de precisarmos de uma pesquisa para descobri o já descoberto. Trocamos esse tipo de vida pela estressante corrida institucional que visa sua preservação e não a libertação do individuo, através de programas e campanhas que nada tem haver com o permanecer em Cristo.
Jesus nunca incitou seus discípulos e nem a nós à participação de programas e mais programas para se manter no caminho. Ele simplesmente disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida”. Disse também que quando dois ou três estivessem reunidos em seu nome, lá ele estaria. Isso é igreja! Isso sim promove crescimento e maturidade espiritual.
Eu não creio em programas, em eventos, em shows e muito menos nas novas rodas inventadas. Creio em Jesus e no que ele disse. Creio na vida comunitária, nos relacionamentos, no discipulado. Creio que devo amar a Deus e ao meu próximo como Jesus me amou. Creio que crescimento é Deus quem dá e que o meu desafio é permanecer nele e quando eu consigo isso ainda é pela graça do Pai.
Enfim, não deveria haver mais quem inventasse a roda, mas entre os crentes tudo pode, afinal de contas os crentes contam com o “tudo é possível ao que crer” para tudo, até para inventarem a roda.
Aff!
Tomaz de Aquino
São Luis, 31 de julho de 09
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quinta-feira, 16 de julho de 2009
Agindo Deus, quem impedirá?
Recentemente recebi este vídeo. Hoje, novamente recebi um email de um amigo me recomendando a palestra. Ricardo Godim, famoso pastor e pensador cristão postou o vídeo em seu site. Resolvi então dar uma chance ao vídeo. Sugiro que antes que leiam minhas pontuações que assistam ao vídeo do início ao fim.
O palestrante deixa claro sua visão acerca de Deus. Bastante claro até. No entanto, preciso dizer que não acho que ele tenha sido feliz em sua busca por respostas, como não é nunca feliz o homem que busca na árvore do conhecimento do bem e do mal a verdade acerca de Deus. Como diz Caio Fábio, a árvore do conhecimento do bem e do mal continua a ser o conhecimento a partir do qual as produções humanos se derivam.
É o que ele chama de “ Teologia da terra”, a teologia de Caim. É a tentativa de acessar a Deus por outro meio que não seja a fé. o Deus que Tom Honey apresenta parece ser fruto de uma consciência humana que ainda não se dobrou perante a fé; que ainda exige e demanda respostas ao “ você não deve comer do fruto proibido Adão”.
Tom Honey fala como quem exige respostas; ele fala como um Jó pós-moderno que ainda não passou pela experiência de que compreender Deus transcende em muito simplesmente explicá-lo. Para Tom, se não houver possibilidade de compreensão de Deus também não pode haver fé. Para ele, ter fé em Deus requerer antes de tudo, que nós possamos compreender Deus, mesmo que para isso tenhamos que criar um Deus que caiba em nossos sistemas de explicação. Tom esbanja academicismo e uma aparente humildade, mas, a meu ver, por trás disso tudo, há muito medo, arrogância, pretensão e , como eu já disse, um Jó pós-moderno. Um homem que quer por Deus no banco dos réus. O tom de todo o vídeo é um tom de que Deus precisa ser coerente e dar explicações sensatas a nós humanos, caso contrário ele não merece nossa fé. vejam o que C. S Lewis diz a respeito disso:
“ o homem antigo vinha a Deus ( ou até mesmo aos deuses) como o acusado perante ao juiz. No caso do homem de hoje, os papéis se inverteram. Ele é o juiz: Deus está no banco dos réus. Ele é um juiz bem generoso: se Deus tiver uma boa razão em sua defesa para ser o Deus que permite a guerra, a pobreza e a doença, estará então disposto a ouvi-la. O julgamento talvez até acabe na absolvição de Deus. Mas o fato importante é que o homem está no banco dos magistrados e Deus, no banco dos réus”. C. S. Lewis.
Esta foi a sensação que tive ao ver o vídeo. Nunca aceitei bem esta gana por explicações: primeiro , porque Deus não necessita dizer ao vaso porque assim o fez, segundo , porque prefiro ficar com a fé, até o fim. Ao que vencer, ou seja, aquela que permanecer com fé. Esta é a promessa de Apocalipse, “ ao que vencer”—ao que tiver fé. O homem sempre quer perguntar a Deus: “ como se dará isto?”. Esta foi a pergunta de Maria, a virgem. De Moisés, de Gideão e de tantos outros. Deus, como se dará isto? Pergunta incabível já que em todos os casos Deus já havia decido o seu decreto e , como sabemos, agindo Deus , quem impedirá.
Então, minha única resposta ao Tsunami, ou a todas as catástrofes diárias que vemos nos assolar, cujo Tsunami é só mais uma delas, seria:
Agindo Deus, quem impedirá.
Rafael Pinheiro
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Quando o templo é um mercado
(João 2: 12-17).Jesus transformou a água em vinho. Com certeza evidenciando mais que uma demonstração de poder, uma profunda lição espiritual. A água da lei com Jesus vira vinho novo, o evangelho limpo. Água em vinho tem a ver com a alegria da presença. Sua presença é a possibilidade de milagre. Sua chegada traz alegria.
Saindo dali Jesus entra no templo e o purifica. Aqui também não é uma simples reação descontrolada ao que acontecia lá, mas sim, outra profunda lição espiritual. A purificação do templo representa a pureza da relação com Deus.
O templo era o centro da relação com Deus para os judeus. Jesus ao limpar o templo de forma tão dura e até incompreensível está tratando exatamente o processo dessa relação. E mesmo fazendo assim não está ratificando que o relacionamento com Deus é em um templo.
Ele está ensinando que em uma relação com o Deus vivo não se negocia, que no templo da presença de Deus não se faz troca ou barganha. Ensina que a relação com Deus não se dá através de um negócio, que a relação com Deus não pode ser tratada como um sistema de lucro pessoal.
Foi isso que aconteceu no templo da relação com Deus, não só no tempo de Jesus, mas hoje também.
Transformaram e transformamos a relação com Deus em um movimento religioso.
Transformaram e transformamos a relação com Deus em um sistema lucrativo, em uma mera instituição humana.
Transformaram e transformamos o lugar onde deveria ter sacrifícios, orações, devoção, adoração, em um lugar de troca e de venda.
Transformaram e transformamos a relação com Deus em um sistema de lucro pessoal.
Transformaram e transformamos a relação com Deus em um meio de ter as suas necessidades supridas.
No entanto o que Jesus diz é: “tirem estas coisas daqui”. Parem de fazer da casa do meu Pai um mercado.
Hoje é assim que acontece. Faz-se estelionato gospel. Vende-se o que não pode ser entregue, faz-se troca sem autorização. È oferecido o que não está em poder de ser feito. Tais estelionatos evangélicos se estabelecem também quando trocamos oração por campanhas, adoração por shows, generosidade por oferta de sacrifício, culto por ajuntamento solene.
É tempo de expulsarmos os cambistas e vendedores e revirarmos as suas mesas de trabalho do templo das nossas vidas. É tempo de limparmos o templo que somos nós e só assim também os templos chamados igrejas serão limpos.
Tomaz de Aquino
São Luis, 30 junho 2009
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sábado, 13 de junho de 2009
Seminário
Espero todos e até lá!
Rafael PInheiro.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Gostaria de anunciar que em breve eu, Rafael Pinheiro, darei início a um novo projeto.Abrirei um seminário quinzenal. A idéia do seminário é de um lugar onde poderei expressar de forma presencial algum ensino que surja de minha experiência espiritual. O tema do primeiro seminário já está proposto logo abaixo. Quero convidar todos os interessados. O seminário é livre, e por livre quero dizer que é gratuito. Em breve anunciarei a data do primeiro encontro. Eis a proposta:
Seminário I. Tema:
Fé e Graça: o bom combate.
A proposta de organizar este seminário surgiu naturalmente de minha experiência de fé, foi se construindo em mim um entendimento da Fé. Após alguns anos de vivência e reflexão acerca de tantos temas da fé em Cristo, resolvi que é chegado o momento, para mim, de expor algo do que penso e do vivi. Apesar de ter nascido e crescido dentro da “ fé”, o ensino que pretendo transmitir nasceu de meu percurso pessoal; de meus embates como um sobrevivente de fé. É preciso que todo crente passe por aquilo que Paulo tão claramente expressou: combater o bom combate da fé. A salvação das almas é pela fé, e o texto expressa, não por obras, para que ninguém possa se gloriar. Quando alguém diz ter fé, de onde vem a fé? Onde está a vanglória? Pretendo discutir como a Graça divina e Fé estão absolutamente interligados. Quem tem fé em Deus foi objeto de sua Graça. Quais as implicações disso?
O seminário não tem a pretensão de ensinar dogmas ou algo parecido como a “sã doutrina”, posto que a “ sã doutrina”, na maior parte das vezes, só conseguiu gerar pessoas “insanas”. Convido gentilmente todas as pessoas, que de bom coração, estejam interessadas em ouvir um ensino que não tem a pretensão de mudar nada, a não ser a mim mesmo que o transmite. No entanto, a experiência que vamos viver pode gerar tantos frutos, e quem sabe, no meio do caminho vejamos algo de bom entre nós... E que boa surpresa será!
Graça e Paz a todos!
Rafael Lobato Pinheiro.
