sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Todos esperam a meia noite!. Esperam como se fosse um momento mágico que traz consigo tudo novo. Uns se preparam, usam a melhor roupa, escolhem na cor preferida ou aquela que pode lhe agregar algum tipo de sorte. Outros buscam seus deuses na esperança de que lhes faça algum bem.

Reúnem a família e amigos tendo à mesa uma bela ceia, tudo para esperar a virada dos ponteiros do relógio indicando o novo dia. Líderes institucionais eclesiásticos definem o tema do ano na esperança de que ao chegar o ano novo traga consigo o que foi declarado.

A meia noite chega, fogos iluminam os céus, pessoas se abraçam desejam feliz ano novo. O relógio passou das 24:00 hora. É novo ano!

O que mudou? A contagem do ano mudou e o que mudou de verdade?

Na verdade não mudou nada, simplesmente o dia nasceu como outro qualquer.
O tempo nunca é novo, ele sempre volta, só será novo se fizermos dele um novo tempo. Quem muda somos nós ou nada muda.

O tempo que chega a cada dia, seja ele um dia qualquer ou mesmo o primeiro dia de um novo ano, é apenas uma nova oportunidade que Deus nos dá para vivermos diferente.

Portanto faça de 2012 a nova melhor oportunidade que Deus te dá pra viver. Decida aproveitar esse tempo reiniciado para “quer comais, quer bebais, faça tudo para glória de Deus”. Decida viver de tal forma que a cada dia sejas transformado pelo Espírito de Deus em uma pessoa mais parecida com Jesus.

Se vivermos assim de fato e de verdade 2012 será um FELIZ ANO NOVO.




Tomaz de Aquino



São Luis 30 dezembro 2011

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Minha resposta sobre cantores gospel na Som Livre


O que penso sobre a entrada de cantores evangélicos na Som Livre?
Poderia dizer que é uma bênção, a final de contas, como raciocina a maioria dos crentes, “a palavra de Deus está sendo semeada”. Mas será que isso é semear a palavra de Deus? Ou é apenas lançar mais um nicho de mercado na competição fonográfica brasileira? O fato de Deus usar até uma jumenta não justifica fazer dela uma missionária.
Eu poderia dar como resposta que é apenas mercado da música, mas a tornaria muito simplista e reducionista.
Minha resposta poderia também ser que a entrada de cantores gospel na Som Livre é uma armadilha, pois de fato é, pois nem todos que ali entraram ou entrarão sabem ou saberão lidar com a visibilidade e a fama que a Globo produz.
Portanto minha resposta une duas outras opções, ou seja, ser apenas mercado com ser uma armadilha o que resulta em algo muito ruim a médio e longo prazo.
A 23 anos atrás vi acontecer algo muito parecido. No auge do movimento das comunidades evangélicas ouvi a igreja profetizar muitas coisas que por si só não tinham erro algum. Profetizaram a tomada do monte da política (como assim era profetizado). Tomamos! Hoje temos frente evangélica parlamentar, temos políticos em todos os estados que confessam serem evangélicos. O que mudou? Mudou que já presenciamos escândalos em nome de evangélicos envolvidos na política e, quem deveria servir aos interesses do outro conforme o evangelho passou de modo comum aos demais, a buscar os seus próprios interesses. O nosso congresso nacional com esses novos políticos, não sofreu qualquer impacto que representasse alguma mudança em nossa nação assim como as câmaras de deputados e vereadores dos estados e municípios.
Foi profetizado também que haveria canais de tvs abertas com vários programas evangélicos e que algumas televisões seriam propriedades da igreja. Conseguimos! Mas o que vemos é uma TV dita como evangélica sem nenhum compromisso com o evangelho de Jesus a não ser com o seu próprio evangelho, assim como muitos programas que contribuem para, ou manipular pessoas ou para gerar uma grande rejeição ao evangelho.
O que aconteceu é que a principio a coisa começou romântica, com idealismo, com propósito, mas à proporção que o tempo passou novas possibilidades foram surgindo, fama, poder, conquistas pessoais foram se transformando em vontade de Deus e deu no que deu.
Hoje estamos dizendo basicamente a mesma coisa ao ver a musica gospel se tornar um novo nicho de mercado para a fonografia da Som Livre. O argumento usado é o mesmo: “Deus está abrindo as portas, a adoração está entrando onde nunca havia entrado. A mídia está se curvando à igreja evangélica”.
Tudo isso a principio pode trazer algum benefício, mas a médio e longo prazo a visibilidade que a Globo dá ao cantor é infinitamente maior do que tudo que antes porventura haviam conquistado. Fama, poder, dinheiro tem poder de corromper mais do que podemos mensurar e nem todos tem um caráter formado a ponto de suportar todas as duras investidas sobre si.
A Som Livre assim como qualquer gravadora é uma fábrica de ícones, ídolos e no caso especifico quando você os adora a Som Livre toca, e assim continua a promoção de novos ídolos o que desvia a adoração do foco que é Deus.
Deus não busca cantores, mas sim adoradores e isso a Som Livre não pode produzir. Deus não está limitado a ponto de lançar mão de instrumentos desse tipo.
Creio sim e com preocupação que a entrada dos cantores e músicos evangélicos na Som Livre é muito ruim a médio e longo prazo.
Que Deus tenha misericórdia e nos faça retornar à simplicidade da adoração a fim que não se repita o que antes já aconteceu, ou seja, “pela abundancia do teu comercio caíste”.

Tomaz de Aquino

São Luis, 21 dezembro 2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Porque há Natal?



Um clima novo no ar, clima de euforia no comércio, euforia entre amigos e familiares, clima de celebração e solidariedade. Tudo isso motivado porque o natal chegou.
Apesar dessas reações serem motivados pelo natal, isso não é natal!

Porque há natal?
Só há natal porque o verbo se fez carne e habitou entre nós.
Só há natal porque esse verbo viveu entre nós e não cometeu pecado algum se tornando o modelo para todo ser humano.
Só há natal porque o verbo tomou sobre si as nossas doença e enfermidades.
Só há natal porque o verbo amou de tal maneira que morreu pelos nossos pecados em uma cruz.
Só há natal porque o verbo não ficou na sepultura, mas ressuscitou.

O verbo?
O verbo é uma pessoa cujo nome é Jesus Cristo.
Há poder no nome de Jesus. Isso de forma simples e natural é visto pela maioria dos seres humanos, pois nesta data o nome de Jesus move tanto as relações fraternais quanto o comercio.
Mas o maior de todo o poder que há em Jesus é aquele que alcança o ser humano como está ou venha estar e o salva. Não pelo que fez ou não fez ou mesmo fará, mas simplesmente pelo Seu próprio amor demonstrado na cruz e por ter vencido a morte garantido a todos que nele crer vida eterna.
Esse é o natal que celebramos, esse é o natal que cremos!

Porque há natal?
Porque sem esse natal não há a verdadeira celebração da vida, pois Jesus o nosso natal disse: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.


Feliz Natal


Tomaz de Aquino


São Luis, 09 dezembro 2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Sem maldição hereditária


Quem está em Cristo é uma nova criação, as coisas velhas passaram e tudo se fez novo”. Ou isso é verdade ou ainda “estamos mortos e nem nossos delitos e pecados”. Jesus, o Cristo de Deus “levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro a fim de que morrêssemos para o pecado e vivêssemos para a justiça; por suas feridas fomos curados”.

No entanto há pessoas que afirmam ter Jesus como Senhor e Salvador e ainda repetem a história passada e carregam em suas vidas o que Jesus já levou sobre si! Isso alguns “líderes” chamam de maldição hereditária.

Ainda que tal modo de vida de fato aconteça, não significa que algo precisa ser acrescentado ao que Jesus fez de forma perfeita. A questão é que não nos conformamos somente em crer no que Jesus já fez. Não queremos reaprender um novo tipo de vida pela renovação da mente a fim de experimentar a vontade de Deus que é boa, perfeita e agradável. Portanto o homem que é tendente a rituais, a esforços próprios, a terapias bem elaboradas, quer participar da coisa e não simplesmente crer, logo toma a iniciativa de fazer algo, dar alguma ajuda a divindade buscando uma oração forte, uma campanha aqui e ali, retroceder a gerações passadas para quebrar vínculos e muitos outros bem elaborados placebos do imaginário evangélico.

Ainda que a família tenha um legado ruim, legado de morte, falência, divórcios, prostituição, alcoolismo, drogas, não somos obrigados a repetir tais modelos porque fomos redimidos da “antiga maneira de viver”. Jesus pagou o preço para nos resgatar desse legado. Por que andar atrelado com esse legado, se a Bíblia diz que pelo sangue de Jesus Cristo fomos resgatados dessa vã maneira de viver?

A herança dos meus antepassados não é mais minha. A minha nova historia assim como a minha herança não tem a ver com a velha historia da minha família, mas com a historia escrita por Jesus Cristo lá na cruz do calvário.

O projeto de Deus não é o recomeço a partir do velho. Continuar debaixo de maldição significa que ainda não conhecemos Jesus como o mestre, Senhor e salvador de nossas vidas. A Bíblia diz que quem está em Cristo é nova criatura, nova criação. Temos que crer que Jesus é poderoso. Ele usou o seu precioso sangue para nos resgatar da herança ruim dos nossos pais. Quem admite carregar tralhas do passado tomou uma posição errada.

Não creio em quebra de maldição hereditária para quem está em Cristo Jesus.
Acreditar em maldição hereditária é levar nas costas dividas que já foram pagas! É carregar o passado que te impede de experimentar o novo de Deus. É não renunciar tal passado. Não somos obrigados a repetir a história de nossos seja dos nossos pais.

O apostolo Pedro afirma que os eleitos foram regenerados para uma esperança viva por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.
Deus não quer sua herança, Ele quer você, e tem para te dá uma nova e bendita herança. Herança esta que está guarda nos céus, herança que não perece, não acaba, não pode perder seu valor. Os eleitos estão protegidos pela fé até que recebam tal herança e devem exultar mesmo que estejam sendo provados, pois a prova refina a fé tornando-a genuína.

Saímos do império das trevas para não olhar mais para traz. Quem olha para traz se torna estátua de sal. É sal, mas está morto. As coisas velhas fazem parte do legado passado. Deus faz novas todas as coisas.
É simples assim! Ou o homem está certo e Deus errado, ou Deus está certo e o homem errado.

Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso!


Tomaz de Aquino


São Luis, 18 de novembro de 2011

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Cobertura Espiritual


A cobertura espiritual é uma “doutrina” da modernidade evangélica que promete proteção aos que estão sob a guarda da instituição através do seu líder principal e àqueles que delas se retiram afirma ficarem expostos ao mundo espiritual e às ações de Satanás. Quem busca essa tal “cobertura espiritual” quer que um ser humano igual a si mesmo com todas as suas debilidades a maioria das vezes camuflada, seja a sua proteção contra os ataques do inimigo.

Como pode um ser humano ser proteção para outro se ambos são falhos, pecadores diante de Deus? De onde saíram estas idéias?

Os salmistas bíblicos tinham outras percepções sobre quem os protegiam: “De onde vem o meu socorro? O meu socorro vem do Senhor”. Criam que somente estamos protegidos “no abrigo do altíssimo”; e que também “se não é o Senhor que vigia a cidade, será inútil a sentinela montar guarda”.

Nossa proteção é estar ligado ao corpo de Cristo que tem Jesus como cabeça. No entanto, mesmo ligado a este corpo não estamos imunes a situações difíceis, ataques de Satanás, dores, perdas e frustrações. “A palavra que temos não é o “pare de sofrer”, mas é: “Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo.” (João 16:33).

Não precisamos de cobertura espiritual, mas sim de relacionamento saudável, companheiros de viagem nessa estrada com Jesus. Precisamos estar unidos uns aos outro porque “melhor é ter companhia do que estar sozinho. Se um cair o amigo pode ajudá-lo a levantar-se”. Esse companheiro de viagem é para ajudar e ser ajudado, amar é ser amado, compreender e ser compreendido, perdoar e ser perdoado. Não há maiores, somos iguais.

Se referindo ao sistema de autoridade de controle uns sobre os outros, Jesus disse: “Entre vós não será assim. Quem quiser ser o maior será o menor, quem quiser ser o senhor será servos de todos”.

Cobertura espiritual é apenas controle e manipulação criada por lideres inescrupulosos cujo projeto é fazer crentes bonsai, aqueles que não crescem e ficam sempre dependentes de suas palavras e suposta proteção. Quem busca este tipo de “cobertura espiritual” é na verdade gente que, devido a sua preguiça quanto às coisas espirituais quer transferir a sua responsabilidade de buscar a Deus, de orar, estudar a palavra e confiar no Senhor para tomar as suas próprias decisões, para outros a fim de não ser responsável por suas derrotas e assim ter a quem culpar.

Não creio em cobertura espiritual a não ser aquela que todos os que são seguidores de Jesus já possuem, ou seja, a proteção que vem do Senhor, aquele é “Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos”.

Creio apenas no “se Deus é por nós quem será contra nós?”, pois se Deus for contra nós quem será ao nosso favor?


Tomaz de Aquino


São Luis, 31 de outubro de 2011


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O Jesus que eu creio



Certa vez Jesus perguntou aos seus discípulos: “Quem os outros dizem que o filho do homem é?” Muitas eram as impressões: “Alguns dizem que é João batista; outros Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas”.

Jesus não estava preocupado com o pensavam ser ele, mas queria que seus discípulos soubessem exatamente quem ele era de verdade – “Quem vocês dizem que eu sou?” Pedro pela revelação do Pai afirmou: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo”.

Esse é o mesmo desejo de Jesus para os discípulos de hoje, que saibamos quem ele é e não o confundamos com alguma espécie de jesus criado pela religião.

O jesus da religião é sem amor, é inflexível,  está disposto sempre a punir quem erra. É um jesus que exige sacrifício dos seus seguidores e que usa tais sacrifícios como matéria prima de barganha.
O Jesus da religião é um jesus utilitário que está à disposição dos crentes para realizar os seus desejos. É um jesus que para fazer o que quer os crentes pode até burlar contas em banco fazendo  desaparecer dívidas reais.

Eu creio que Jesus é o mesmo de ontem que fazia milagres e será assim sempre. Aquele que curou cegos, leprosos, paralíticos, ressuscitou mortos e que pode fazer tudo isto e muito mais ainda hoje.
Eu creio que é o mesmo Jesus cheio de amor que andou no meio de pecadores, que comeu com publicanos, que se recusou a fazer descer fogo do céu sobre uma cidade que o rejeitou e que deu a vida por todos indistintamente.

Mas não creio que Jesus o messias de Deus que viveu entre nós e não pecou, hoje está disposto a fazer qualquer coisa para avalizar a vida de líderes que prometem absurdos. Não creio que Jesus ratifica poder de amuletos qualquer que seja inclusive de tolhas mágicas que ao passar na fechadura de um banco faz sumir dividas.

Creio no Jesus de Deus o mesmo santo de ontem que não estava disposto a burlar nada mesmo que fosse a seu favor. Creio no Jesus que veio para buscar e salvar os que se haviam perdido. Creio no Jesus que sobre si estava a unção para pregar as boas novas aos pobres, para proclamar liberdade aos presos, recuperar da vista os cegos, para libertar os oprimidos e para proclamar o ano da graça do Senhor.

Quem é o Jesus que eu creio?
Ele é o filho do Deus vivo, é o messias de Deus para minha vida. É o caminho, é a verdade e a vida. Aquele que foi feito Senhor e Cristo. O alfa e o Omega, o principio e o fim.

Esse é meu Jesus! Esse é o Jesus a quem dou todo crédito!

Tomaz de Aquino

São Luis, 28 de outubro 2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Vinte e cinco anos de diferença



Hoje fazem 25 anos que meu filho Filipe nasceu. Ele veio diferente!
A diferença sempre assusta, mas foi exatamente essa diferença que me fez um pai diferente. Talvez como um profundo discernimento inconsciente de que é um diferente na sociedade, Filipe sempre usa a palavra diferente.

O fato é que ele estabeleceu uma grande diferença, não porque ele é diferente, mas porque fez, faz e ainda fará muita diferença em nossas vidas.

À proporção que tempo passou, a verdadeira diferença se estabeleceu em minha vida.

Com sua diferença e sem nada saber em função da sua limitação cognitiva, se tornou em minha vida um mestre que tem me ensinado as virtudes que mais preciso, fé, esperança, amor e paciência. Ele tem me ensinado a contar os meus dias aprendendo com as experiências boas e difíceis o que me possibilita adquirir sabedoria do coração.

Celebrar vinte e cinco anos de Filipe é celebrar uma caminhada de aprendizado que mesmo com dor se tornou um grande presente, pois um mundo perfeito não é um mundo sem problemas, mas um mundo onde amamos a Deus a cima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmo.

Parabéns Filipe! Obrigado por proporcionar não só a mim, mas a sua mãe e irmãos a possibilidade de aprendermos a conhecer experimentalmente o que é amar de verdade.

Feliz vinte e cinco anos meu filho querido Filipe.


Teu pai


Tomaz, Pinheiro ou pastor velho


São Luis, 18 de outubro 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A morte de Steve Jobs


Steve Jobs é uma clara manifestação da graça comum de Deus que abençoa a todos com dons e talentos. Uns os multiplicam, outros os enterram. Graças a Deus que Steve Jobs não enterrou os seu.

Aos 56 anos morreu como o homem que mais influenciou a tecnologia de informação do nosso século. Além das suas criações deixou em um de seus discursos (http://www.youtube.com/watch?v=yw5fuDMblYg) um legado de princípios extremamente interessantes de serem aprendidos.

Ele aprendeu lições importantes com a iminente morte a ponto de afirmar: “Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.” [Steve Jobs]
Jesus nos ensinou isso muito antes quando disse: “Que perder a sua vida aqui vai ganhá-la”. Quem tem medo de perder vai perder mesmo, mas quem vence o medo de morrer viverá com Jesus.

Com suas palavras Steve Jobs não faz apologia à morte, mas a apresenta como necessária para que outros possam contribuir na construção do mundo.

Ele disse: “Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. E, por outro lado, a morte é um destino do qual todos nós compartilhamos. Ninguém escapa. É a forma como deve ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente da vida. Limpa o velho para dar espaço ao novo”.

Jesus nos ensinou que a morte de fato não é o fim de tudo, é uma passagem para a vida eterna para aqueles que nele crêem. A morte para os que crêem em Jesus não é uma ameaça, pois foi vencida e na verdade ela oferece a oportunidade para que a ressurreição de Cristo se concretize em nossa vida.

“Quem crer em mim ainda que esteja morto viverá”. “Quem ouve as minhas palavras e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas passou da morte para a vida”.

Que a misericórdia de Deus alcance o Steve Jobs, e nós os que estamos vivos, vivamos sabendo que mesmo que haja iminente morte depois dela vem a vida eterna com Deus.

São Luis, 06/10/11

Tomaz de Aquino

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Crise Mundial



O mundo está em crise generalizada.
Crise no ecossistema: Terremotos, maremotos, tsunamis. Vulcões antes em extinção hoje em erupção, seca em umas regiões e enchentes em outras.
Crise na economia mundial: A Europa falindo, os Estados Unidos da America uns dos pais mais ricos do mundo em uma crise sem precedentes, a China a custa da miséria dos chineses se destacando como potencial mundial.
Crise nas lideranças: Há um vazio claro quanto a lideranças sérias seja na política ou mesmo na igreja.
Crise social: desordem nas cidades, a saúde na UTI, trânsitos caóticos, falta de condições mínimas de vida em muitas regiões, fomes, doenças e a miséria institucionalizada em algumas regiões da terra.
Crise da moral: filhos matando pais, crianças tornando-se assinas ou mesmo suicidas. São tantas crises que seria desnecessário lembrar cada uma delas.

A pergunta que salta dos nossos lábios é: Por que tudo isso? Qual a razão disso? Quem são os responsáveis? O que significa tudo isso?
Tentando encontrar responsáveis passamos a listar os prováveis: São os lideres que não priorizaram o eco-sistema, são os políticos que legislam em função dos seus próprios interesses; é a ganância dos ricos em terem cada dia mais sem se interessarem por uma necessária distribuição de renda; é a família que está se desagregando cada dia mais gerando filhos e filhas desequilibrados que se tornam ou suicidas ou mesmo homicidas; é a falta de respeito com o ser humano. E por ai vai!

Será que não há uma explicação alem do natural? Será que a causa de toda crise mundial seja política, econômica, social não é uma resposta à crise espiritual do ser humano?

O norte americano não entende que as dificuldades vividas assim como os cataclismos que têm experimentados possam ser sinais de tempos finais ou mesmo sinais de reprovação de Deus quanto ao modo de viverem. Será que não estão cegos pela soberba?

Outras perguntas são necessárias: A crise do nosso mundo não será a natureza reagindo a indiferença do ser humano ao criador? Não será porque a criatura decidiu viver à margem da dependência do seu criador, viver como se Deus não existisse?

A resposta que Deus deu ao profeta Ageu quando se instalou em Israel uma crise que atingiu a terra, a economia, os animais, homens e mulheres da sua época foi: “Por causa do meu templo, que ainda está destruído, enquanto cada um de vocês se ocupa com sua própria casa”(Ageu 1:9-11).

O profeta Ageu registrou que “os céus reteve o orvalho e a terra deixou de dar seu fruto” tendo como a causa disso o descaso quanto à construção do templo em Israel. Com o céu fechado a conseqüência imediata foi a seca que atingiu o trigo, o vinho, o azeite e tudo que a terra produzia assim como os homens e gados. O trabalho das mãos estava totalmente prejudicado.

Será que sobre nós, gente da terra, o céu não está fechado? Não será hora de nos voltarmos, não para construção de novas catedrais, mas sim à construção do templo do Senhor em nossas próprias vidas?

Templo caído é templo sem Deus. Templo sem Deus é vida sem paz, sem alegria, sem prosperidade de verdade ainda que viva aparente calmaria. Templo caído pode aparentar uma suposta paz, mas traz uma iminente guerra.

Não é possível viver sem Deus sem que haja conseqüências nefastas. Eliminar Deus de nossas vidas implica em mudança drástica seja na família, na igreja, seja na economia ou na política assim como em todo ecossistema. Sem Deus o ser humano está perdido sem direção e sem esperança quanto ao futuro.

É possível reverter a crise? Não sei! Mas é perfeitamente possível e necessário iniciar ou reiniciar a reconstrução da habitação de Deus em cada ser humano em todos os lugares da terra.

Seja você mesmo a casa do Senhor.


Tomaz de Aquino


São Luis, 28 setembro 2011

sábado, 10 de setembro de 2011

É INSUPORTÁVEL

Este é um texto em vídeo que não escrevi, é de autoria de meu amigo Caio Fábio.
Eu mesmo não poderia expressar com palavras tão sábias e oportunas, mas é tudo que creio, tudo que ensino e tudo que vou continuar a ensinar.
É uma denuncia profética de tudo que está sendo veiculado como "evangelho", mas que não passa de religião em favor de um só ou de um grupo.
Assista, reflita e mude para o evangelho como o evangelho é.

Tomaz

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Desespero ou Esperança


(1 Co 15:1- 19,32)

O mundo está em desordem! As principais economias do mundo estão em declínio.
A Europa está ruindo. Os Estados Unidos, a mais poderosa das nações, está em um abismo econômico, o que fez com que as bolsas do mundo inteiro caíssem provocando perdas gigantes.
Surge a China como potencia econômica, mas com sérios problemas estruturais e sem nenhum respeito humano deixando milhões de pessoas vivendo na miséria total. O Brasil que também surge como um país também em crescimento, mas tem suas principais necessidades ainda abaixo da média mundial.

O eco-sistema esta em desequilíbrio, cada dia mais terremotos, vulcões em erupção, enchentes, chuvas fora de temporada, clima em constante mudança.

Os homens de hoje já trazem em sai as características enumerada pelo apostolo Paulo como as marcas dos homens dos tempos finais: egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus (2 Tm.3:15).
Como conseqüências dessas marcas desastrosas no ser humano, o que se vê são assassinatos, corrupção, a própria justiça ameaçada e vencida por bandidos, adolescentes se drogando e se prostituindo por comida, AIDS alcançando níveis alarmantes.

O que esperar do futuro da humanidade? Há solução? Será possível mudar esse quadro mundial?

Os mais “crentes” lembrarão: a igreja é a solução para transforma o mundo.

A “igreja”?
A igreja mergulha num misticismo, numa pratica umbandista para alcançar uma bênção, é conduzida por líderes gananciosos que visam não o bem dos discípulos e sim os seus bens. Isso tem gerado gente apóstata, ou seja, que abandona a fé verdadeira seguindo espíritos enganadores e doutrinas de demônios. Como conseqüência imediata uns deixam a fé de uma vez e outros estão abandonando o barco das instituições chamadas “igrejas”.
Pra piorar ainda mais a igreja embarcou em uma furada, embarcou na teologia da prosperidade que tem um efeito destruidor porque remete cada crente nela a uma espiritualidade da terra e para terra. Essa teologia gera gente gananciosa em cujo olhar e expectativa não há transcendência. A “igreja” abandonou o evangelho e adotou pra si um evangelho misturado com muitas porções de água suja.

Todos esses fatores juntos geram desespero, angustias e incertezas. Se tudo se resumisse ao que vemos poderíamos concluir: Não há futuro, não há esperança, instalou-se o desespero!

O apostolo Paulo na sua primeira carta aos coríntios solta um grito pra acordar a todos que crêem nessas coisas: “Se a nossa esperança se resumir a esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”.
Paulo afirma que o que nos garante não é a esperança da terra, mas a esperança da eternidade, e essa esperança só pode encontrada na convicção da ressurreição, na convicção da eternidade vivos com Jesus Cristo.
A ressurreição não é uma doutrina e muito menos uma teologia, é um fator essencial em nossa esperança. Paulo afirma ainda que se não há ressurreição então Cristo não ressuscitou e se Cristo não ressuscitou nossa fé é inútil. Se isso não for verdade então nada é verdade e só nos resta comer e beber até morrer – “comamos e bebamos que amanhã morreremos”.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Como as coisas mudaram!


Os noticiários são claros e mostram a cada dia “lideres”, uns chamados de pastores outros de bispos, apóstolos e até patriarcas, comprando os seus jatinhos particulares evidenciando um grande enriquecimento e vivendo uma vida nabesca à custa dos seus “fieis”.

Como as coisas mudaram!
O apostolo Paulo foi um grande bobão, penso eu na visão desses novos ricos evangélicos. Ele acreditava que não devia ser um peso para os discípulos. Não desejava os seus bens, mas sim o bem de cada um deles. Acreditava em um principio contrário ao que esses ricos “lideres” de hoje acreditam. Cria que “os filhos não devem ajuntar riquezas para os pais, mas sim os pais para os filhos” (2 Co.12:14).

Como as coisas mudaram!
Mudaram tanto o que chamam a Palavra de Deus que me pergunto: O enriquecimento exponencial desses “líderes” sem um equivalente enriquecimento dos “fiéis” não se caracteriza uma busca pelos bens e não pelo bem dos fiéis? Não se caracteriza um ajuntamento de riqueza dos filhos espirituais para os “pais espirituais”? Será que não nada errado nesse “evangelho”?

Como as coisas precisam mudar!
Estamos carentes de pastores sem títulos, somente com uma tarefa deixada pelo Senhor de fazer discípulos, batizando-os e ensinando-os a guardar tudo que foi ordenado (Mt.28:19-20).
Estamos carentes de pastores que pastoreiam sem obrigação, mas de livre vontade, sem ser por ganância, mas com o desejo de servir e sem agirem como dominadores do rebanho, mas sim como exemplos (1 Pe.5:2,3).

Graças a Deus que há coisas que não mudaram!
A verdade é que ainda há os remanescentes do Reino de Deus como ele é. Há mais que sete mil que não se dobraram diante de Baal, Mamon ou qualquer outro idolozinho travestido de profeta, bispo, apostolo, pai ou patriarca.
É possível encontrarmos gente simples com temor de Deus que ensina o evangelho puro de Jesus, que não busca os bens dos fieis, mas sim o bem de cada um.
Ao encontrá-los una-se a eles porque o caminho que percorrem é a vereda dos justos que é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito (Pv.4;18)

Jesus tinha razão, nosso projeto de vida é de ovelhas no meio de lobos e eles estão entre nós. “Salvai-vos desta geração perversa”.

Tomaz de Aquino

São Luis, 16/08/11

sábado, 18 de junho de 2011

Oraganizações Tabajaras


Esse é um quadro de um famoso programa de televisão onde são apresentadas as mais diversas e divertidas soluções para os grandes problemas da vida e muitas vezes para os bobos e alguns insolúveis. Vai de uma solução para o simples problema de um fétido pum a soluções mirabolantes para o relacionamento com as sogras.
O que mais me intriga é a semelhança das soluções do marketing eclesiástico para os problemas comuns da vida.
Uma doença pode ser resolvida com um copo d’água. Um mal qualquer pode ser atribuído a um encosto para exorcistas de plantão resolver. A dor passa a ser necessariamente uma obra de demônios enquanto que o prazer sempre será algo vindo de Deus.A miséria pode ser resolvida com uma oferta. A riqueza pode chegar através de gordas dádivas. O pedir um simples carnê já torna uma pessoa mais que vencedor. Que carnê poderoso!

Aonde chegaremos? Chegaremos a obrigar Deus a fazer o que queremos através das nossas doações às igrejas, a pastores e mesmo a obras missionárias transculturais.
A salvação voltará a ser pelas indulgências? Não estamos longe disso.
É mais fácil encarar os problemas da vida, como sendo culpa do diabo e, portanto tendo suas soluções espirituais, do que aceitar que somos os únicos responsáveis por administramos tanto a terra como a nossa vida segundo nossas próprias verdades e vontades.
Algumas “igrejas” têm uma visão materialista e humanista da vida e se comportam como uma verdadeira organização Tabajaras apresentando solução para todos os problemas da vida. Um pouco de óleo de Israel cura todo mal, enquanto que a água do rio Jordão se torna uma espécie de água benta trazendo todo tipo de bênçãos. Passar debaixo de um manto lhe garante uma nova unção, assim como se tornar um assíduo contribuinte de um determinado ministério lhe agregada propriedades que como ima atraem riquezas e propriedade.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Soberania de Deus



“Reina o SENHOR; tremam os povos. Ele está entronizado acima dos querubins; abale-se a terra” (Salmos 99:1). “O SENHOR reina para sempre; o teu Deus, ó Sião, reina de geração em geração. Aleluia!” (Salmo 146:10).

Deus é soberano. Essa é uma verdade imutável. Ele reina, está sentado no trono e não abdicou da sua posição por nada e nem por ninguém. No entanto dizer que Deus é soberano é o mesmo que dizer que Ele está no controle de todas as coisas? Pode ser que sim ou pode ser que não, dependendo do que cada um chama de “estar no controle”.
Se está no controle implica que Ele se tornou um xerife do universo em busca de todas as possibilidades de acontecimentos que não condizem com sua vontade para impedir, então Ele não está no controle. Se Implica em dizer que Ele nos defende de todas as tragédias da vida, que evita todas as dores, que resolve todas as nossas crises, então, Ele não está no controle.

O Deus que está no controle, segundo essa perspectiva, foi transformado no deus que encontra espaço no estacionamento, faz nossa fila andar mais rápido, coloca nosso processo à frente dos outros, evita a tragédia nos crentes, impede que coisas ruins aconteçam com gente boa. Mas isso acontece? Comigo não e olha que sou crente! Se essa for a perspectiva em Deus, então, Ele não está no controle.

Creio em Deus de todo meu coração. Ele é o criador de todas as coisas que sustenta o universo com as suas próprias mãos. Creio em Deus como o único e soberano Deus que tem em suas mãos todas e infinitas possibilidades que pode e intervém no universo na vida dos seres humanos, no cosmo, na natureza e em toda e qualquer coisa que quiser, a ora que quiser e do jeito que quiser.

Não creio num deus que fez tanto os seres humanos quanto a natureza criados como fantoches ou marionetes. Creio no Deus soberano que entregou a terra aos filhos dos homens e os responsabiliza pelos acontecimentos, que estabeleceu a lei que toda colheita é dependente diretamente das sementes plantadas.

Creio no Deus cheio de amor e compaixão que pela sua misericórdia intervém na vida dos homens e na terra no momento da sua vontade exatamente porque é soberano. Creio no Deus que não é manipulado por ninguém, que não se sente culpado pelo que aqui acontece, que não se deixa constranger por declarações, decretos ou argumentos humanos. Creio no Deus que por ser soberano sabe tudo sobre nós e nos ama do jeito que somos e estamos e que seu amor não muda ainda que soframos.

Sim, Deus é soberano do mesmo jeito que foi ontem, é hoje e será sempre. Exatamente por sua soberania um dia virá e assumirá o controle definitivo de tudo e de todas. Nesse dia, ele porá a terra e a natureza em ordem, assim como enxugará de nossos olhos toda lágrima e não haverá mais doenças, enfermidades, maldições ou qualquer outra coisa que não diga respeito a sua santidade.

Deus é soberano. É preciso orar à moda antiga e abandonar os nossos neologismos religiosos do tipo: eu declaro, eu decreto, eu determino. Orar à moda antiga é dizer se for da tua vontade eu farei isso ou aquilo, se for da tua vontade passa de mim essa tribulação. Porque Ele é soberano é tempo de voltar a dizer: “venha o teu reino e seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu”.



São Luis, 25 de maio de 2011.


Tomaz de Aquino

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Não Matarás




Segunda-feira dia 02 de maio/110 o mundo amanheceu com a noticia da execução de Osama Bin Laden o terrorista mais procurado do mundo e inimigo numero um dos Estados Unidos da América. Ele era procurado por muitos atos terroristas, mas principalmente pelo 11 de setembro, quando as torres gêmeas foram derrubadas por dois aviões e mais de três mil pessoas morreram.

É verdade que muitas pessoas e nações se alegraram com esse fato, sendo os mais eufóricos os americanos que fizeram celebrações nas ruas de várias cidades.

Mas vale perguntar: O que vai mudar? Não surgirão outros Bin Laden, outros terroristas?  Não surgirão outros para provocarem os mesmos crimes ou ainda piores? Na verdade já deve haver um substituto a altura do eliminado e que poderá causar dores e tragédias tão grandes ou ainda maiores.

Gostaria muito de afirmar que nunca mais surgirão novos terroristas, que os direitos humanos não serão violados, que nunca mais outros inocentes serão assassinados, nunca mais jovens morrerão nas guerras insanas motivadas por orgulho, vaidade, avareza, desejo de poder e controle. Gostaria de afirmar que nunca mais crianças serão abandonadas nas ruas, no lixo, nas calçadas e que nunca mais os seres humanos terão os seus diretos, de viver uma vida com dignidade, cerceados pelos poderes instituídos.

No entanto o que mais me preocupa é o direito recebido, não sei de quem, para um homem matar outro homem. Esta insana execução me faz perguntar: “Tem o homem autoridade de matar outro, por pecados, erros, violações de direitos que ele mesmo pode cometer?”. Será que os Estados Unidos fez foi justiça ou mera vingança?

Não quero ser tomado como um louco ou alguém que era seguidor de Bin Laden. Longe de mim! Mas usando esse “exemplo para o mundo” quero pensar sobre o que Deus diria sobre tal execução?

Deus disse e dia ainda, não matarás!
Por quê? Não será por ser algo abominável atentar contra a vida de um outro ser humano? Caím foi o primeiro assassino. Ele não tinha os mesmos motivos de Osama ou mesmo dos Estados Unidos, mas matou seu irmão, aliás, o único irmão. No entanto o próprio Deus não autorizou a execução de Caím, mas de alguma forma o protegeu colocando uma marca para que não fosse ferido de morte.

Estaria Deus sendo conivente com erro de Caím?
De forma nenhuma! Caím já estava condenado. Uma culpa o consumia a ponto de afirmar que já não podia suportar. Viveria como um fugitivo na terra, alem de ser vitima de si mesmo pela sua própria auto-condenação que o levava a se esconder da presença de Deus.
Já não era condenação suficiente? Deus não autorizou a pena de morte para Caím, mas disse: “Assim qualquer que matar Caím será vingado sete vezes mais”.

Estas palavras me fazem sentir um arrepio, pois é possível que hoje mesmo Deus tenha dito aquelas mesmas palavras contra aqueles que mataram Bin Laden. Não a seus executores propriamente ditos, mas aos que impuseram e exigiram tal ação. Deus nunca violará seus mandamentos, Ele nunca apoiará os assassinatos, pois será um “sujo matando um mal lavado”. Ele continua dizendo ainda hoje: “Não matarás”.

A execução de Bin Laden foi o veredicto do tribunal dos homens.
Como seria Bin Laden sendo levado a Jesus Cristo aqui na terra? Vamos imaginar essa cena. Seus acusadores diriam: “Este homem foi apanhado violando direitos humanos, matando seus compatriotas por não concordarem com sua maneira de governar. Encontramos provas incontestáveis de que ele matou mais de três mil pessoas inocentes de uma só vez e a nossa nação exige que seja morto. O que tu dizes sobre este caso?”.
Jesus se levantaria da sua cadeira e diria: “Eu concordo que a lei seja respeitada e este homem morto pelos seus crimes. Mas quero, no entanto, que os executores sejam pessoas que nunca violaram nenhum direito humano, nunca provocaram nenhuma morte de espécie nenhuma. Que nunca promoveram a injustiça em seus governos, nunca enviaram seus soldados para morrerem em guerras injustas e com fins escusos. Quando encontrarem tais homens os reúna e os faça cumprir tal sentença de morte”. Todos ali sairiam de fininho, e olha que estariam ali grandes figuras, presidentes, ministros, chefes de estados, religiosos, lideres de grandes religiões. As televisões do mundo os mostrariam saindo de “rabo entre as pernas”.

Jesus em seguida falaria a Bin Laden: “Onde estão seus acusadores?”. Ele responderia: “Foram todos embora? Então Jesus diria: Vá, mas nunca mais mate outro ser humano, nunca mais viole os direitos humanos, nunca promova o terrorismo, pois o tribunal que enfrentarás é justo. Enfrentarás o justo juiz e dele não escaparás”.

Osama Bin Laden foi assassinado!
Os que o condenaram como um assassino agora se tornaram como ele, ou seja, já temos novos “Bin Ladens entre nós”.
Tal execução não foi e nem será uma grande vitoria contra o terrorismo, mas contribuirá para que o ódio, a vingança sejam alimentados e mais “Osamas” surjam promovendo maiores atrocidades das que já foram praticadas pelo primeiro.

Deus não mudou e ainda afirma: Não matarás!
A minha, a sua atitude como discípulos de Jesus para com os executores de Bin Laden deve ser a mesma de Jesus – “Perdoa-lhes Pai, eles não sabem o que fazem!”.


Tomaz de Aquino

São Luis, 04/maio/2011


terça-feira, 3 de maio de 2011

A unidade no Reino de Deus


(Jo.17;1-25)

Este é um dos momentos mais cruciais da vida de Jesus Cristo. Logo seria preso e entregue as autoridades romanas para que fosse crucificado. Mesmo na maior angústia da sua alma, Jesus teve forças para uma conversa com o Pai sobre sua tarefa na terra e sobre seus discípulos que ficariam para dar continuidade na edificação do Reino de Deus.

O ponto alto desta conversa é o alvo desejado por Jesus para seus discípulos: “para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti” – A Unidade.  Esta tão alardeada unidade que não aprendemos ainda a desenvolver se tornou uma utopia evangélica.

Por que não a temos?
Primeiro porque nós mesmos configuramos o tipo de unidade que devemos desenvolver: Uma só igreja, um só rebanho em um só lugar. Uma mesma visão. Sim! Esta visão é utópica. Com tanto narcisismo entre nós quem abriria mão do seu posto, da sua visão ou mesmo dos seus sonhos?
Segundo porque não descobrimos que a unidade desejada por Jesus está feita, basta desenvolver os elementos que o próprio Jesus nos legou para sermos um.

A verdade bíblica é que já somos um. Jesus fez tudo para essa unidade. Sua oração já foi ouvida. Não a unidade do espaço físico, do mesmo nome na placa, da mesma crença teológica. Não! Creio que isso nunca teremos. É fundamental, portanto deixar claro o que é que nos faz se já o somos.

O que nos faz um?

Temos a mesma revelação, o nome de Jesus (v,6).
O nome que está acima de todo nome e que todo joelho se dobrará no céu e na terra.
O único nome pelo qual importa que sejamos salvos.
O nome diante de quem obedecem as enfermidades e os demônios.
Jesus, o Cristo de Deus, o filho do Deus vivo.
Nós somos um com todos aqueles que têm a marca de Jesus.

Temos a mesma palavra (v,8).
Não há várias palavras de Deus, mas uma só palavra. A sua palavra jamais passará.
Há muitas vozes humanas, mas há uma só voz de Deus. O problema é que criamos as nossas próprias palavras, nossas próprias crenças e interpretações. Em busca do sucesso, do reconhecimento humano buscamos novas revelações que satisfaçam nossos ouvintes (2 Tm 4:3,4).

Temos a mesma oração sobre nós (v,9-11, 20,21).
Quando Jesus orou foi tanto pelos seus discípulos daqueles dias quanto pelos que haveriam de crer depois. Você acha que há possibilidade da oração de Jesus não ter sido ouvida?
Termos a mesma oração significa que temos o mesmo intercessor, o mesmo advogado (1 Jo. 2;1)

Temos a mesma proteção (v,11)
Todos recebemos pela oração de Jesus a mesma proteção. Que proteção? A proteção do nome do Pai. Nossa proteção não é humana, mas divina. Não é um homem igual a nós que protege as nossas vidas, mas o próprio nome do Pai – aquele que é tudo em todos (Ef.3:14,15).
Se o Senhor não guardar quem nos guardará?
Se o Senhor é por mim quem será contra mim?

Temos a mesma missão (v,18).
Este é um grande privilégio. Fomos enviados por Jesus na mesma missão que o Pai o enviou.
Temos dois problemas: O Primeiro problema é que não estamos satisfeitos com essa missão e criamos a nossa. O segundo problema é por falta de entendimento sobre a missão ela virou um fardo pesado.
O que Jesus fez que nós podemos fazer? Jesus fez discípulos ensinando e vivendo o evangelho do reino de Deus.

Temos a mesma glória (v,22).
Penso que a igreja dos nossos dias não descobriu tal privilégio, ter de Jesus a glória que o Pai deu a Ele. Por isso corremos atrás de outras glórias – a glória de ser a maior denominação. A glória de ter o maior templo, a melhor metodologia, a maior igreja.
Que glória é essa que Jesus fala? (Jo.1:14). É a glória do Pai. Jesus nos deu a glória de Deus para que o mundo veja em nós, Deus.

Temos o mesmo amor (v,23).
Somos amados do Pai com o mesmo amor com que Ele amou Jesus. Esse amor não o livrou das dores, das ofensas, das mentiras, das provocações, das angústias e muito menos da cruz. Mas esse mesmo amor o trouxe de volta à vida ressuscitando-o dos mortos.

Já temos a unidade tão desejada. Nossa dificuldade é vivê-la. Nós criamos a nossa própria palavra, nossas próprias orações, nossas próprias proteções e coberturas humanas, nossa própria missão, nossa própria glória.

Somos um quando vivemos sob a mesma revelação, sob a mesma palavra, quando temos o mesmo intercessor, quando estamos debaixo da mesma proteção, quando desenvolvemos a mesma missão, quando expressamos a mesma glória e quando recebemos e oferecemos o mesmo amor com que Deus nos amou.

O desejo de Jesus é que sejamos um e Ele mesmo já nos deu tudo que precisamos para tal unidade. A unidade é Jesus em nós, Deus em Jesus, logo Deus em nós (v,22,23). A unidade é Jesus visto em nós, Deus visto em Jesus o que implica Deus visto em nós.

Aleluia!!!


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Quando a Vida morreu



“A vida estava nele e a vida era a luz dos homens”.

Numa sexta-feira, a mais de dois mil anos atrás aquele que disse “eu sou a ressurreição e a vida” morreu.

Esse foi o momento da maior de todas as incoerências e perplexidades do cosmos. A natureza se revoltou produzindo escuridão em pleno dia, os túmulos se abriram liberando seus mortos, a religião se partiu de cima abaixo simbolizada pelo rasgar do véu do templo, enquanto o céu diante de tamanha incoerência ficou de tal forma perplexo que se manteve em silencio por meia hora. Todos estavam atônitos!

Enquanto isso na terra, onde a Vida morria poucos se importavam com esse fato. Os seres humanos os beneficiários da morte da vida continuaram a viver como se nada tivesse acontecendo.

A Vida morreu para que houvesse Vida em todos – “se o grão de trigo não morrer fica ele só”. A Vida morreu para que todos os que nela cressem fossem livres da morte eterna. A Vida veio para ser entregue a quem estava morto a fim de que revivessem.

A Vida é Jesus quem nele crer tem a vida eterna passa da morte para a vida. A vida não lhe foi tirada ele mesmo a entregou e o fez por amor para que “todo o que nele crer tenha a vida eterna”.

Nesse dia que lembramos a morte de Jesus deveríamos celebrar a vida, pois pela sua morte obtivemos vida eterna.

Bendita morte que nos trousse Vida!


Tomaz de Aquino

22 abril de 2011,

Juazeiro do Norte 


quinta-feira, 7 de abril de 2011

A Essencialidade do Espírito Santo



Jesus, ainda com seus discípulos, prometeu enviar-lhes um outro, que chamou de ajudador. A verdade seria lembrada e ensinada por Ele, a tarefa seria consumada através Dele, a força e a unção que precisávamos viria através Dele.
Jesus disse: “Eu não vos deixarei órfãos”. O que significa? Significa que o sentido de ser filho só seria sentido por aqueles que recebessem o Espírito Santo.  O Espírito Santo receberia do que era de Jesus e por isso o glorificaria.

Por tudo isso, é claro que o Espírito Santo não é algo descartável.
Não é somente importante, é imprescindível, é essencial para tudo que quisermos realizar no reino de Deus. O reino de Deus não é movido pelo esforço humano, mas pelo poder do Espírito Santo.

Paulo aprendeu sobre a essencialidade do Espírito Santo (vv. 1,2,4).
Ele dizia: “Não fui entre vós com sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder. Tudo que lhe apresentei foi o evangelho puro e simples: Jesus crucificado”.
Paulo não era um homem ignorante, sem conhecimento para ser simplista, mas o seu testemunho tinha um foco e este foco era Jesus crucificado e o fazia no poder do Espírito. Ele usava uma mensagem que tinha poder para salvar pessoas. “Porque o evangelho é o poder de Deus para todo aquele que crer”.
Ele continuava dizendo: “eu mesmo estava em fraqueza, temor e tremor”.
Aparentemente esta mensagem que enfocava, o evangelho, não demonstrava sabedoria, mas grande poder e poder para salvar (I Co. 1:17-18).
Ele não foi aos coríntios com palavras bem elaboradas, pensamentos psicologicamente corretos enquadrados na psicologia moderna, dentro dos parâmetros da nova metologia da administração, obedecendo ao fluxo da modernização  e tecnologia atual. Tudo que ele falava não continha sabedoria do homem, mas demonstração do Espírito e poder.
Este é o principal erro das igrejas em nossos dias, esquecem o poder do Espírito e buscam ajuda nas mais recentes ondas da modernização. Sem poder do Espírito Santo não há sucesso verdadeiro.
A palavra de Paulo consistia basicamente em demonstração do Espírito e do poder de Deus.
A demonstração do Espirito não era qualquer pirotecnia espiritual mais radical, mas sim uma evidencia clara de que o Espirito Santo estava nele. O Espírito se mostrava ou se demonstrava. O poder de Deus era evidente, pois muitas pessoas estavam sendo salvas. Paulo pregava um evangelho puro e simples, testemunhava que Jesus é o Cristo e o resultado era salvação(At. 18:5-8). 

Deus quer, ainda hoje, a Sua igreja cheia do poder do Espírito Santo.
Muitos hoje afirmam terem recebido o poder de Deus somente se experimentarem uma cura, um arrepio, ou receberem uma grande soma de dinheiro. Mas Paulo ensinava um relacionamento com o Espírito Santo que ia além de pequenas experiências. A sua formula  era demonstração do Espírito e poder.
Ele queria com isso que a fé do povo não se apoiasse em suas próprias palavras, em sua sabedoria, na sabedoria do homem, mas sim no poder de Deus (v.5).
A fé de cada homem e mulher na igreja de Jesus, tem que estar apoiada no poder de Deus, nunca no homem. Se estiver no homem, cairá  junto com ele.

O que assistimos hoje?
O desenrolar de uma igreja, de um povo que busca se apoiar na sabedoria humana, uma verdadeira salada mista que por certo tem intoxicado a muitos sem se aperceberem. Sua receita é: Um pouco de humanismo, uma pitada de força da mente, outro tanto de psicologia moderna, outro da nova metodologia da administração, muito dos pensamentos filosóficos atuais, um tanto razoável de auto ajuda, sem deixar de lado uma grande soma de esforço humano. Há também pseudo revelações demonstradas por supostas grandes revelações extraídas de descobertas exegética que trazem á tona revelações escabrosas, mas que promovem pessoas  e não a pessoa de Jesus Cristo. Tudo mesclado com supostas e fabricadas demonstrações espirituais para tornar a coisa bem sobrenatural.
O que criamos? Criamos um povo dependente de astros da interpretação bíblica, de pessoas que fazem malabarismo espiritual. Rescrevemos a igreja dos judeus e gentios que queriam sinais e sabedoria (I Co. 1:22-24). A cruz para judeus não era sinal, mas sim escândalo, enquanto que a sabedoria de Jesus para os gentios era loucura.

A sua fé não pode estar apoiada em sabedoria humana, mas no poder de (v. 6-8).
A sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus. Há uma sabedoria que foi pré-ordenada desde a fundação do mundo, criada para nossa glória. O mundo não entende tal sabedoria, porque se compreendesse não teria morto Jesus.
Se você entende a sabedoria de Deus, não se insurgirá contra Jesus.

O que Deus tem para você só pode ser conhecido pelo Espírito Santo (v.9-11).
O que estar preparado para nós não é produto da sabedoria humana, não é produto da imaginação do homem, é celestial.
Você só poderá pensar sobre as coisas do céu pelo Espírito de Deus.
Só o Espirito Santo atinge as profundezas de Deus. Quando não buscamos o Espirito e fazemos a nossa própria inferência teológica, então produzimos sabedoria humana.
Só o Espirito Santo produz sabedoria de Deus. 

ESTA É A NOSSA MAIOR NECESSIDADE.

Texto: 1 Co 2.

Tomaz de Aquino
São Luis, 07/04/11